Queria me teletransportar daqui
Ir pra um lugar distante e quieto
Fumar um cigarro e morrer deitado na grama
Um lugar onde o tempo não possa me encontrar
Um lugar onde nada importa e só o vazio exista
Um lugar no qual eu finalmente encontre a paz
sábado, 7 de maio de 2016
terça-feira, 26 de abril de 2016
Por que eu sinto isso?
Essa ansiedade bizarra que aparece quando eu te vejo
Eu fico tenso, como se estivesse apaixonado
Ou será que só quero me convencer que não estou?
Minha razão me impede de arriscar esse sentimento
Porque no fundo sei que não daria certo
Sei que é passageiro
Mas por que é passageiro?
Porque é de fato ou porque não me permiti mais?
Não sei o que dizer
Só sinto...
Sinto e sigo em frente
Escrevendo...
Pensando...
E assim por diante
Essa ansiedade bizarra que aparece quando eu te vejo
Eu fico tenso, como se estivesse apaixonado
Ou será que só quero me convencer que não estou?
Minha razão me impede de arriscar esse sentimento
Porque no fundo sei que não daria certo
Sei que é passageiro
Mas por que é passageiro?
Porque é de fato ou porque não me permiti mais?
Não sei o que dizer
Só sinto...
Sinto e sigo em frente
Escrevendo...
Pensando...
E assim por diante
quarta-feira, 13 de abril de 2016
Transbordando Vida
Sigo tentando o equilíbrio
Entre o caos e a ordem
Entre a razão e a emoção
Entre a vida e a morte
Uma linha tênue
Que permite afogar-se sem se perder sob o oceano
A linha que separa os loucos dos gênios
Que faz a diferença entre o absurdo e o razoável
Quanto tempo vou resistir desse jeito?
A vida pesa sobre meus ombros
E me faz querer a morte
A busca pela morte me enche de vida
E me faz viver intensamente
Talvez não haja nada de equilibrado nisso
E eu só esteja sendo devorado pela loucura
Transbordando vida
De um corpo que de outro modo estaria morto
Entre o caos e a ordem
Entre a razão e a emoção
Entre a vida e a morte
Uma linha tênue
Que permite afogar-se sem se perder sob o oceano
A linha que separa os loucos dos gênios
Que faz a diferença entre o absurdo e o razoável
Quanto tempo vou resistir desse jeito?
A vida pesa sobre meus ombros
E me faz querer a morte
A busca pela morte me enche de vida
E me faz viver intensamente
Talvez não haja nada de equilibrado nisso
E eu só esteja sendo devorado pela loucura
Transbordando vida
De um corpo que de outro modo estaria morto
segunda-feira, 28 de março de 2016
Oi (94)
É engraçado ver como a bad ataca do nada, às vezes... Eu vi um documentário que um amigo me enviou no chat do Facebook. Um documentário que era mais uma coletânea de imagens de um grupo de garotos andando de patins por aí. Andando, fazendo manobras e tal.
Vendo o documentário eu pensei: Eu poderia gravar vídeos assim, acompanhar esportistas como esses e fazer o audiovisual deles (eu AMO esportes de rua - skate, patins, parkour).
E aí, junto com esse pensamento, eu percebi o óbvio. Eu não sei fazer essas coisas.
Não as manobras. Não sei fazer um documentário. Como vou conhecer essas pessoas? Que equipamento devo usar? Onde farei isso? Quanto isso me custaria? Como faria um edital de incentivo? Enfim. As perguntas básicas de alguém que quer fazer alguma coisa.
E com essas perguntas na cabeça me bateu um desânimo violento. Como que dizendo: Você não consegue. Desiste.
Tenho vinte e quatro anos. to começando o meu quinto ano na faculdade de Artes Visuais, depois de ter largado um curso técnico pra trás. E eu não sei onde vou com isso.
Sinto a cobrança de todos os lados (e não acho a cobrança injusta). Vejo que preciso de um trabalho. Mas fiz questão de ir pra uma faculdade, procurar uma especialização, pra chegar na reta final dela e sentir que a única coisa que sou perfeitamente capaz de trabalhar é no comércio.
Isso que eu escrevi na última frase não é verdade, mas é como eu me sinto.
Faz sete anos que saí da escola e não me sinto preparado pra entrar no mercado de trabalho em algo que gosto.
Pior, talvez eu nem saiba o que eu gosto.
Quando eu me sinto assim, a única coisa que me parece plausível é tirar uma temporada (uns três meses, pra não dizer um ano) e sumir no mundo, tentar achar o meu caminho, a minha razão.
A única coisa prática que posso dizer que quero hoje é minha viagem de volta ao mundo. Quero isso mais do que qualquer outra coisa, nesse momento. Quero pegar uma meia dúzia de coisas e desaparecer no mundo. Quero ser livre.
Essa liberdade que eu procuro se manifesta nos esportes que gosto. E por isso sou apaixonado por eles. Porque eles me proporcionam uma percepção do ambiente ao meu redor que me torna livre. E tudo que eu quero é ser livre.
Quando brigava comigo por eu não demonstrar nenhuma vontade para com a escola, minha mãe me perguntava o que eu esperava da vida. Eu nunca tive uma resposta pra isso, e não foi por falta de pensar no assunto. Hoje, até minha namorada me pergunta o que eu quero pro futuro e eu não sei. Eu simplesmente não sei.
Talvez eu não tenha percebido que eu já tinha o que queria. Meus pais puderam me criar tão livre quanto eu queria dentro das minhas necessidades, e o que eu quero é ser livre. Eu não era rico (nunca fui), mas sempre tive uma vida confortável.
Quando criança, essa liberdade cabia num espaço muito restrito, que era o que eu entendia por "mundo". Então eu nunca fiz questão de correr atrás de mais, porque eu tinha o que queria. Agora que sou adulto (e é muito estranho pensar isso, porque eu não me sinto assim), eu tenho uma perspectiva muito ampla do que é o mundo, e eu quero esse mundo pra mim. Então a ponte Marília SP - Pelotas RS não me representa mais. Eu não caibo nesse espaço.
Mas eu não sei lutar por mais. Eu não sei fazer acontecer a liberdade que eu quero. E por ter a experiência de pagar minhas próprias contas, sei que preciso escolher se vou alimentar a mente (ou os caprichos dela) ou o espírito, tendo que contar as sobras do salário no fim do mês pra isso.
Quando eu brinco que se tivesse um milhão de reais no banco, eu estaria feito pro resto da vida, é porque esse valor renderia, de juros numa pupança, uns cinco a seis mil todo mês. Dinheiro que seria suficiente pra alimentar os caprichos da minha mente E a necessidade do espírito de perceber o mundo ao redor. Sem luxos, claro, mas eu não ligo pra luxos.
Acho que era isso que eu queria dizer hoje. Parece vomitado e meio desconexo, mas deve ser assim mesmo. Talvez eu só tenha vomitado no teclado o que estava sentindo
Vendo o documentário eu pensei: Eu poderia gravar vídeos assim, acompanhar esportistas como esses e fazer o audiovisual deles (eu AMO esportes de rua - skate, patins, parkour).
E aí, junto com esse pensamento, eu percebi o óbvio. Eu não sei fazer essas coisas.
Não as manobras. Não sei fazer um documentário. Como vou conhecer essas pessoas? Que equipamento devo usar? Onde farei isso? Quanto isso me custaria? Como faria um edital de incentivo? Enfim. As perguntas básicas de alguém que quer fazer alguma coisa.
E com essas perguntas na cabeça me bateu um desânimo violento. Como que dizendo: Você não consegue. Desiste.
Tenho vinte e quatro anos. to começando o meu quinto ano na faculdade de Artes Visuais, depois de ter largado um curso técnico pra trás. E eu não sei onde vou com isso.
Sinto a cobrança de todos os lados (e não acho a cobrança injusta). Vejo que preciso de um trabalho. Mas fiz questão de ir pra uma faculdade, procurar uma especialização, pra chegar na reta final dela e sentir que a única coisa que sou perfeitamente capaz de trabalhar é no comércio.
Isso que eu escrevi na última frase não é verdade, mas é como eu me sinto.
Faz sete anos que saí da escola e não me sinto preparado pra entrar no mercado de trabalho em algo que gosto.
Pior, talvez eu nem saiba o que eu gosto.
Quando eu me sinto assim, a única coisa que me parece plausível é tirar uma temporada (uns três meses, pra não dizer um ano) e sumir no mundo, tentar achar o meu caminho, a minha razão.
A única coisa prática que posso dizer que quero hoje é minha viagem de volta ao mundo. Quero isso mais do que qualquer outra coisa, nesse momento. Quero pegar uma meia dúzia de coisas e desaparecer no mundo. Quero ser livre.
Essa liberdade que eu procuro se manifesta nos esportes que gosto. E por isso sou apaixonado por eles. Porque eles me proporcionam uma percepção do ambiente ao meu redor que me torna livre. E tudo que eu quero é ser livre.
Quando brigava comigo por eu não demonstrar nenhuma vontade para com a escola, minha mãe me perguntava o que eu esperava da vida. Eu nunca tive uma resposta pra isso, e não foi por falta de pensar no assunto. Hoje, até minha namorada me pergunta o que eu quero pro futuro e eu não sei. Eu simplesmente não sei.
Talvez eu não tenha percebido que eu já tinha o que queria. Meus pais puderam me criar tão livre quanto eu queria dentro das minhas necessidades, e o que eu quero é ser livre. Eu não era rico (nunca fui), mas sempre tive uma vida confortável.
Quando criança, essa liberdade cabia num espaço muito restrito, que era o que eu entendia por "mundo". Então eu nunca fiz questão de correr atrás de mais, porque eu tinha o que queria. Agora que sou adulto (e é muito estranho pensar isso, porque eu não me sinto assim), eu tenho uma perspectiva muito ampla do que é o mundo, e eu quero esse mundo pra mim. Então a ponte Marília SP - Pelotas RS não me representa mais. Eu não caibo nesse espaço.
Mas eu não sei lutar por mais. Eu não sei fazer acontecer a liberdade que eu quero. E por ter a experiência de pagar minhas próprias contas, sei que preciso escolher se vou alimentar a mente (ou os caprichos dela) ou o espírito, tendo que contar as sobras do salário no fim do mês pra isso.
Quando eu brinco que se tivesse um milhão de reais no banco, eu estaria feito pro resto da vida, é porque esse valor renderia, de juros numa pupança, uns cinco a seis mil todo mês. Dinheiro que seria suficiente pra alimentar os caprichos da minha mente E a necessidade do espírito de perceber o mundo ao redor. Sem luxos, claro, mas eu não ligo pra luxos.
Acho que era isso que eu queria dizer hoje. Parece vomitado e meio desconexo, mas deve ser assim mesmo. Talvez eu só tenha vomitado no teclado o que estava sentindo
sábado, 19 de março de 2016
Oi (93)
Vim no blog dar oi porque sinto que o mundo tá ruindo e eu não to acompanhando mais nada... Aí quando tudo parece desmoronando eu sempre corro pro blog pra tentar recuperar algo.
Escrever com essa ansiedade toda é muito difícil. Parece que não consigo organizar os pensamentos e aí o que eu acabo fazendo a maioria do tempo é procurar um jeito de me ausentar da realidade. Na maioria das vezes eu jogo pra isso.
Eu acho interessante ver como o ato de jogar tem uma relação forte com o meu emocional. Já joguei pra não ficar pensando nas paixonites da escola, joguei pra esquecer problemas de saúde, joguei pra descarregar raiva e agora eu jogo muito mais pra fugir do mundo real do que por jogar mesmo.
Talvez isso explique o porque de os meus jogos preferidos terem contextos tão próximos com a realidade em si. Não sou de jogar jogos de fantasia e tal. Gosto da realidade. E o que gosto mais nos jogos que jogo é que são uma "realidade" que eu posso interferir como bem quiser.
É estranho ter noção desse escapismo porque sempre me cobro de não tentar escapar à realidade. A realidade é inevitável, né? Então não adianta fugir.
Bom, tenho tentado escapar dos escapismos me concentrando no que tenho pra fazer ou em coisas que me trarão algo de construtivo (desenhar mais, por exemplo).
No primeiro momento, quando traço o plano do que fazer, tudo funciona muito bem e fica organizadinho e tal. Mas, né, a vida é uma caixinha de surpresas. Então eu passo mais tempo pensando no que não fiz até agora do que fazendo...
Organizar meu tempo é uma coisa que meu pai sempre me dizia pra fazer e eu sempre tive dificuldade. Não sou muito bom em seguir horários e tal. É difícil pra mim ter uma regularidade em alguma coisa.
Nunca pensei em mim como uma pessoa instável...
Agora fiquei com a dúvida haha
Conversei brevemente com a namorada e concluímos que não sou instável. Então eu não consigo imaginar de onde venha essa irregularidade do meu ser.
Embora eu só possa me dizer irregular nesse aspecto temporal. Sou uma pessoa até que bem previsível, só não tenho horário certo pra nada.
Eu vou ficar por aqui, porque como já dizia uma cena de Hellraiser 2, the mind is a labyrinth, então se eu ficar em texto tentando desvendar as obscuridades da minha mente, isso não acaba nunca haha
Obrigado por ter lido, volte sempre
Escrever com essa ansiedade toda é muito difícil. Parece que não consigo organizar os pensamentos e aí o que eu acabo fazendo a maioria do tempo é procurar um jeito de me ausentar da realidade. Na maioria das vezes eu jogo pra isso.
Eu acho interessante ver como o ato de jogar tem uma relação forte com o meu emocional. Já joguei pra não ficar pensando nas paixonites da escola, joguei pra esquecer problemas de saúde, joguei pra descarregar raiva e agora eu jogo muito mais pra fugir do mundo real do que por jogar mesmo.
Talvez isso explique o porque de os meus jogos preferidos terem contextos tão próximos com a realidade em si. Não sou de jogar jogos de fantasia e tal. Gosto da realidade. E o que gosto mais nos jogos que jogo é que são uma "realidade" que eu posso interferir como bem quiser.
É estranho ter noção desse escapismo porque sempre me cobro de não tentar escapar à realidade. A realidade é inevitável, né? Então não adianta fugir.
Bom, tenho tentado escapar dos escapismos me concentrando no que tenho pra fazer ou em coisas que me trarão algo de construtivo (desenhar mais, por exemplo).
No primeiro momento, quando traço o plano do que fazer, tudo funciona muito bem e fica organizadinho e tal. Mas, né, a vida é uma caixinha de surpresas. Então eu passo mais tempo pensando no que não fiz até agora do que fazendo...
Organizar meu tempo é uma coisa que meu pai sempre me dizia pra fazer e eu sempre tive dificuldade. Não sou muito bom em seguir horários e tal. É difícil pra mim ter uma regularidade em alguma coisa.
Nunca pensei em mim como uma pessoa instável...
Agora fiquei com a dúvida haha
Conversei brevemente com a namorada e concluímos que não sou instável. Então eu não consigo imaginar de onde venha essa irregularidade do meu ser.
Embora eu só possa me dizer irregular nesse aspecto temporal. Sou uma pessoa até que bem previsível, só não tenho horário certo pra nada.
Eu vou ficar por aqui, porque como já dizia uma cena de Hellraiser 2, the mind is a labyrinth, então se eu ficar em texto tentando desvendar as obscuridades da minha mente, isso não acaba nunca haha
Obrigado por ter lido, volte sempre
quarta-feira, 16 de março de 2016
Whatever - sdds Nissim Ourfali
cá entre nós, espero não tomar strike por usar o nome do garoto no vídeo ¬¬
Whatever - falando sério sobre Nissim Ourfali
http://noticias.r7.com/blogs/querido-leitor/por-que-rimos-de-nissim-ourfali/2012/08/19/
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
Whatever - Ansiedade
Tudo que eu falei aqui é baseado no que eu sinto e levemente exagerado como efeito do que eu sinto. Não leve o que eu digo ao pé da letra
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Porque o Twitter não deveria mudar seu limite de caracteres
Se você não sabe, eu sou um usuário assíduo do Twitter.
Comecei a usar o miniblog no final de 2010 e achei incrível como o seu funcionamento é simples. Você escreve e posta. O que você posta aparece na timeline de quem te segue e o que as pessoas que você segue postam aparece na sua timeline. TUDO. Sem filtros como o do Facebook, onde você tem acesso aos posts de quem mais interage com você.
O Twitter é um lugar onde todos tem o mesmo poder de dizer algo. Sem nenhum filtro de popularidade, nenhum filtro de interações. Todos podem dizer qualquer coisa e têm a mesma chance de ser lidos por todo mundo. O Twitter se tornou famoso por seu limite de 140 caracteres por post (ou tweet, que é como chamam o post dentro do Twitter). O que significa que o Twitter é um espaço para dizer algo rápido.
Curiosidade: tweet é uma expressão inglesa para indicar o piu de um pássaro.
Você já deve ter visto pássaros piando. Apesar de piarem muito, um piu é rápido, direto e eficaz.
Um pouco de background: a Twitter Inc. desenvolveu para o seu app de celular um sistema que pré-carrega links para fora do Twitter e, se for possível, exibe as informações principais dessas páginas dentro do próprio app do Twitter. Se não for possível o link te direciona para a própria página, como sempre foi.
Em smartphones esse tipo de carregamento, que simplifica a leitura de dados e deixa as páginas mais leves, é ótimo pois facilita o carregamento da página sem afetar (ou afetando menos) o desempenho do aparelho. Ninguém se opôs a isso.
O que está acontecendo agora (e cuja reação pode ser facilmente verificada no próprio twitter sobre a hashtag #Twitter10K) é que a Twitter Inc. vem estudando um meio de possibilitar textos maiores, incluindo fotos e outras mídias, dentro do próprio Twitter. Ao invés de um link para fora, teríamos um botão do tipo "leia mais", e clicando nele o tweet expandiria e exibiria todo seu conteúdo. Essa funcionalidade busca evitar mudanças na estética da timeline.
Claro que a empresa cita razões positivas para essa mudança, é isso que empresas fazem (veja na matéria da Forbes no final do texto). Mas o que me preocupa como usuário do serviço é a perda de uma característica tão particular em nome de nada, uma vez que isso nunca foi um problema para os usuários. Aliás, os usuários reclamam da ausência de um botão de edição do tweet (para quando alguém digita algo errado) e isso aparentemente nunca foi ouvido pela empresa.
Além do que já comentei, acontecerá uma coisa "engraçada". O Twitter se tornará ainda mais parecido com o Tumblr (outra plataforma de miniblog que é muito similar, mas sem o limite de caracteres).
Ser parecido com o Tumblr é ruim? Não. Mas como usuário, se eu quisesse o Tumblr, eu iria ao Tumblr, e não ao Twitter.
Claro que o meu julgo estético e prático enquanto usuário não vão impedir ninguém de aprovar isso. Mas eu, que sempre me senti tão comtemplado pelo Twitter, que sempre me senti seguro, me senti num espaço que tinha a ver comigo, sinto como se tivessem roubado o meu espaço e transformado em outra coisa. Vou me sentir um pouco deslocado, mais ou menos como me sinto no Facebook.
Comecei a usar o miniblog no final de 2010 e achei incrível como o seu funcionamento é simples. Você escreve e posta. O que você posta aparece na timeline de quem te segue e o que as pessoas que você segue postam aparece na sua timeline. TUDO. Sem filtros como o do Facebook, onde você tem acesso aos posts de quem mais interage com você.
O Twitter é um lugar onde todos tem o mesmo poder de dizer algo. Sem nenhum filtro de popularidade, nenhum filtro de interações. Todos podem dizer qualquer coisa e têm a mesma chance de ser lidos por todo mundo. O Twitter se tornou famoso por seu limite de 140 caracteres por post (ou tweet, que é como chamam o post dentro do Twitter). O que significa que o Twitter é um espaço para dizer algo rápido.
Curiosidade: tweet é uma expressão inglesa para indicar o piu de um pássaro.
Você já deve ter visto pássaros piando. Apesar de piarem muito, um piu é rápido, direto e eficaz.
Um pouco de background: a Twitter Inc. desenvolveu para o seu app de celular um sistema que pré-carrega links para fora do Twitter e, se for possível, exibe as informações principais dessas páginas dentro do próprio app do Twitter. Se não for possível o link te direciona para a própria página, como sempre foi.
Em smartphones esse tipo de carregamento, que simplifica a leitura de dados e deixa as páginas mais leves, é ótimo pois facilita o carregamento da página sem afetar (ou afetando menos) o desempenho do aparelho. Ninguém se opôs a isso.
O que está acontecendo agora (e cuja reação pode ser facilmente verificada no próprio twitter sobre a hashtag #Twitter10K) é que a Twitter Inc. vem estudando um meio de possibilitar textos maiores, incluindo fotos e outras mídias, dentro do próprio Twitter. Ao invés de um link para fora, teríamos um botão do tipo "leia mais", e clicando nele o tweet expandiria e exibiria todo seu conteúdo. Essa funcionalidade busca evitar mudanças na estética da timeline.
Claro que a empresa cita razões positivas para essa mudança, é isso que empresas fazem (veja na matéria da Forbes no final do texto). Mas o que me preocupa como usuário do serviço é a perda de uma característica tão particular em nome de nada, uma vez que isso nunca foi um problema para os usuários. Aliás, os usuários reclamam da ausência de um botão de edição do tweet (para quando alguém digita algo errado) e isso aparentemente nunca foi ouvido pela empresa.
Além do que já comentei, acontecerá uma coisa "engraçada". O Twitter se tornará ainda mais parecido com o Tumblr (outra plataforma de miniblog que é muito similar, mas sem o limite de caracteres).
Ser parecido com o Tumblr é ruim? Não. Mas como usuário, se eu quisesse o Tumblr, eu iria ao Tumblr, e não ao Twitter.
Claro que o meu julgo estético e prático enquanto usuário não vão impedir ninguém de aprovar isso. Mas eu, que sempre me senti tão comtemplado pelo Twitter, que sempre me senti seguro, me senti num espaço que tinha a ver comigo, sinto como se tivessem roubado o meu espaço e transformado em outra coisa. Vou me sentir um pouco deslocado, mais ou menos como me sinto no Facebook.
Fontes:
Forbes
PS: mais um motivo para dizer não aos 10 mil caracteres: O pensamento humano acontece em formato de frases curtas. O tweet, com 140 caracteres, é o mais próximo que qualquer plataforma escrita já chegou de mostrar o pensamento acontecendo em tempo real. Elaborar pensamentos pode ser feito em sites, no Facebook ou em outras plataformas. O Twitter não precisava dessa mudança.
sábado, 2 de janeiro de 2016
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Minha experiência com GTA V
Nota pré-texto: GTA faz parte da minha vida, quem me conhece sabe. Se você ainda não sabia, agora também sabe :)
Eu ganhei GTA V na pré-venda de presente de namoro. Foi um ótimo presente, mas que me deu alguma dor de cabeça por motivos que eu só vim falar agora porque na hora eu não queria ter essa dor de cabeça.
Também cabe dizer que foi a primeira vez que eu obtive um jogo na pré-venda e tenho que admitir que se soubesse da dor de cabeça que dá, eu teria preferido esperar mesmo.
E pior, eu estava ansioso pra ver o jogo nas minhas mãos. Pô, o jogo saiu em 2013 pra Play3 e XBOX 360, em 2014 saiu pra geração seguinte dos consoles, mas só foi sair em Março de 2015 pra PC. Ou seja, um novo velho jogo, que eu já tinha visto o gameplay, o multiplayer e só queria finalmente ver ele rodando no meu computador.
Havia uma preocupação se meu computador seria potente o suficiente pra rodar o jogo, mas uma pesquisa rápida me mostrou que meu hardware não só podia rodar o jogo, como estava além das configurações mínimas. "Ótimo! Vou jogar e a imagem não vai ser tão diferente."
Ganhei o jogo um mês antes do lançamento, seria o último mês de espera. Na véspera do lançamento, a Rockstar Games (desenvolvedora e anunciante) disponibilizou o download pra quem já tinha a chave do jogo, e lá fui eu baixar aqueles (fodendo) 65GB de jogo.
Mesmo pra um jogo de computador, ele é muito pesado...
Dois dias baixando o jogo, no dia do lançamento eu peguei câmera, liguei o Fraps e pensei "porra, vou gravar um gameplay curto com as primeiras impressões, vai ser massa"
Mandei abrir o jogo e... nada...
Tela preta por tempo indefinido.
"Algo deve ter dado errado" pensei.
Repeti o processo algumas vezes. Fiquei duas horas tentando.
E não consegui.
Fiz pesquisas na Internet, procurei forums, mas ninguém sabia, ninguém nem tinha falado nada sobre ainda, e a razão era óbvia: o jogo tinha acabado de sair.
Dois dias depois a Rockstar postou no forum uma solução pra um problema que tinha os mesmo sintomas que o que eu estava tendo, mas que a causa não batia. Falavam de computadores da américa latina que tivessem usuários com caracteres não-americanos (ç e letras acentuadas). Mas como eu disse, não era o meu caso...
A solução envolvia criar um usuário novo, que correspondesse ao funcional, copiar os dados do jogo para esse usuário e jogar a partir dele. "Pô, isso não é uma solução, é só uma maneira de disfarçar o problema..."
Deixei quieto e fiquei fazendo pressão como eu podia pra que a Rockstar de fato corrigisse o problema. Era vergonhoso ter esperado quase dois anos pra jogar um jogo que todos os meus amigos já tinham jogado duas, três vezes e que a Internet já havia debulhado todos os segredos. Isso inclusive virou uma piada recorrente nos forums de GTA.
Mais ou menos 20 dias depois do lançamento, a Rockstar lançou um patch de correção para o problema que eles tinham apontado (que ainda assim, não batia com a minha situação). Bom, baixei o patch e fui executá-lo. O patch simplesmente não reconheceu os meus arquivos do jogo. Então, quando eu abri o patch, apareceu a mensagem "Arquivos referentes a GTA V não encontrados, por favor instale o programa e tente novamente".
"Porra, é sacanagem..."
À essa altura eu já não estava dando a mínima. Tinha ligado o foda-se como uma maneira de não ficar bravo com a situação e esperar calmamente por uma solução de fato. Eu nunca fui de jogar jogos logo no lançamento, na verdade, costumo jogar uns dois anos depois. O foda é que nesse caso eu já havia esperado os dois anos.
Apaguei os dados, o patch de correção e fingi que não tinha acontecido nada. Cheguei a habilitar que a pessoa que me deu o jogo pedisse o reembolso para a Steam, porque eu simplesmente havia desistido. E na verdade, não pedi o reembolso porque acabei tendo coisas mais importantes na cabeça que me distraíram disso.
Cheguei a tentar de novo algumas vezes, mas o problema se repetia exatamente igual.
No começo de Dezembro eu aceitei o update pra Windows 10. Achei legal e tal, aí comentando com um amigo que também tinha feito o update, ele disse "Ow, rola de tentar o GTA V de novo, hein"
Pensei "Hum... tá..."
Dois dias baixando e deu certo.
Eu fiquei tão feliz que não consigo descrever a sensação de "caralho, finalmente vou fazer isso"
Sofri um pouco no começo pra configurar o jogo, fazer tudo rodar certinho, mas consegui.
Aí só havia uma coisa que faltava pra mim: Limpar o hardware do computador.
Meu computador tem três anos, nunca havia sido limpo, tinha poeira por todo lado que se olhasse e fervia de dar medo, chegava a queimar a ponta dos dedos.
Dos problemas que tive, esse era de longe o mais simples, então foi fácil e rápido resolver. Finalmente pude jogar o jogo como ele deve ser jogado.
O que aprendi jogando:
A Rockstar Games era uma empresa que eu gostava muito porque a média de seus jogos é excelente. São poucos os jogos irrelevantes da Rockstar.
Só que tive que lidar com um lado da Rockstar que até então eu não tinha tido contato, que é o respeito ao cliente, e sinceramente me senti decepcionado. Pô, um ano e meio, quase dois, pra fazer um port dum jogo pronto e otimizar pra PC, e ainda assim dar errado nesse nível é grave. E só 20 dias depois fornecer um patch de correção, eu me senti desconsiderado. E isso porque o meu problema nem foi solucionado. Pelo que me consta o problema que tive era outro.
Por outro lado, o jogo É excelente. Comandos que eu achei que não iam funcionar se mostraram eficientes, o jogo roda de maneira bem lisa, com poucos tropeços, considerando que eu o jogo num computador de três anos atrás.
E o melhor, que pra mim foi uma surpresa muito positiva: a comunidade online é muito bacana.
Jogar online pra mim sempre é uma experiência meio ruim, os jogadores brasileiros, principalmente de jogos triplo A, costumam ser muito babacas, infantis, mimados. E têm péssimo espírito esportivo. Aqui acontece o contrário, apesar dos "problemas" comuns de gente que joga com o microfone aberto e falando com todos no servidor (coisa que me incomoda porque me distrai do jogo), a relação dos jogadores é muito tranquila. Claro, tem uns chatos aqui e ali, tem uns hackers aqui e ali, mas no geral é muito tranquilo.
Por hora a minha experiência com o jogo está bem legal, eu to aproveitando bastante, e talvez role um post quando eu terminar o jogo, pra falar da experiência e tal :)
Eu ganhei GTA V na pré-venda de presente de namoro. Foi um ótimo presente, mas que me deu alguma dor de cabeça por motivos que eu só vim falar agora porque na hora eu não queria ter essa dor de cabeça.
Também cabe dizer que foi a primeira vez que eu obtive um jogo na pré-venda e tenho que admitir que se soubesse da dor de cabeça que dá, eu teria preferido esperar mesmo.
E pior, eu estava ansioso pra ver o jogo nas minhas mãos. Pô, o jogo saiu em 2013 pra Play3 e XBOX 360, em 2014 saiu pra geração seguinte dos consoles, mas só foi sair em Março de 2015 pra PC. Ou seja, um novo velho jogo, que eu já tinha visto o gameplay, o multiplayer e só queria finalmente ver ele rodando no meu computador.
Havia uma preocupação se meu computador seria potente o suficiente pra rodar o jogo, mas uma pesquisa rápida me mostrou que meu hardware não só podia rodar o jogo, como estava além das configurações mínimas. "Ótimo! Vou jogar e a imagem não vai ser tão diferente."
Ganhei o jogo um mês antes do lançamento, seria o último mês de espera. Na véspera do lançamento, a Rockstar Games (desenvolvedora e anunciante) disponibilizou o download pra quem já tinha a chave do jogo, e lá fui eu baixar aqueles (fodendo) 65GB de jogo.
Mesmo pra um jogo de computador, ele é muito pesado...
Dois dias baixando o jogo, no dia do lançamento eu peguei câmera, liguei o Fraps e pensei "porra, vou gravar um gameplay curto com as primeiras impressões, vai ser massa"
Mandei abrir o jogo e... nada...
Tela preta por tempo indefinido.
"Algo deve ter dado errado" pensei.
Repeti o processo algumas vezes. Fiquei duas horas tentando.
E não consegui.
Fiz pesquisas na Internet, procurei forums, mas ninguém sabia, ninguém nem tinha falado nada sobre ainda, e a razão era óbvia: o jogo tinha acabado de sair.
Dois dias depois a Rockstar postou no forum uma solução pra um problema que tinha os mesmo sintomas que o que eu estava tendo, mas que a causa não batia. Falavam de computadores da américa latina que tivessem usuários com caracteres não-americanos (ç e letras acentuadas). Mas como eu disse, não era o meu caso...
A solução envolvia criar um usuário novo, que correspondesse ao funcional, copiar os dados do jogo para esse usuário e jogar a partir dele. "Pô, isso não é uma solução, é só uma maneira de disfarçar o problema..."
Deixei quieto e fiquei fazendo pressão como eu podia pra que a Rockstar de fato corrigisse o problema. Era vergonhoso ter esperado quase dois anos pra jogar um jogo que todos os meus amigos já tinham jogado duas, três vezes e que a Internet já havia debulhado todos os segredos. Isso inclusive virou uma piada recorrente nos forums de GTA.
Mais ou menos 20 dias depois do lançamento, a Rockstar lançou um patch de correção para o problema que eles tinham apontado (que ainda assim, não batia com a minha situação). Bom, baixei o patch e fui executá-lo. O patch simplesmente não reconheceu os meus arquivos do jogo. Então, quando eu abri o patch, apareceu a mensagem "Arquivos referentes a GTA V não encontrados, por favor instale o programa e tente novamente".
"Porra, é sacanagem..."
À essa altura eu já não estava dando a mínima. Tinha ligado o foda-se como uma maneira de não ficar bravo com a situação e esperar calmamente por uma solução de fato. Eu nunca fui de jogar jogos logo no lançamento, na verdade, costumo jogar uns dois anos depois. O foda é que nesse caso eu já havia esperado os dois anos.
Apaguei os dados, o patch de correção e fingi que não tinha acontecido nada. Cheguei a habilitar que a pessoa que me deu o jogo pedisse o reembolso para a Steam, porque eu simplesmente havia desistido. E na verdade, não pedi o reembolso porque acabei tendo coisas mais importantes na cabeça que me distraíram disso.
Cheguei a tentar de novo algumas vezes, mas o problema se repetia exatamente igual.
No começo de Dezembro eu aceitei o update pra Windows 10. Achei legal e tal, aí comentando com um amigo que também tinha feito o update, ele disse "Ow, rola de tentar o GTA V de novo, hein"
Pensei "Hum... tá..."
Dois dias baixando e deu certo.
Eu fiquei tão feliz que não consigo descrever a sensação de "caralho, finalmente vou fazer isso"
Sofri um pouco no começo pra configurar o jogo, fazer tudo rodar certinho, mas consegui.
Aí só havia uma coisa que faltava pra mim: Limpar o hardware do computador.
Meu computador tem três anos, nunca havia sido limpo, tinha poeira por todo lado que se olhasse e fervia de dar medo, chegava a queimar a ponta dos dedos.
Dos problemas que tive, esse era de longe o mais simples, então foi fácil e rápido resolver. Finalmente pude jogar o jogo como ele deve ser jogado.
O que aprendi jogando:
A Rockstar Games era uma empresa que eu gostava muito porque a média de seus jogos é excelente. São poucos os jogos irrelevantes da Rockstar.
Só que tive que lidar com um lado da Rockstar que até então eu não tinha tido contato, que é o respeito ao cliente, e sinceramente me senti decepcionado. Pô, um ano e meio, quase dois, pra fazer um port dum jogo pronto e otimizar pra PC, e ainda assim dar errado nesse nível é grave. E só 20 dias depois fornecer um patch de correção, eu me senti desconsiderado. E isso porque o meu problema nem foi solucionado. Pelo que me consta o problema que tive era outro.
Por outro lado, o jogo É excelente. Comandos que eu achei que não iam funcionar se mostraram eficientes, o jogo roda de maneira bem lisa, com poucos tropeços, considerando que eu o jogo num computador de três anos atrás.
E o melhor, que pra mim foi uma surpresa muito positiva: a comunidade online é muito bacana.
Jogar online pra mim sempre é uma experiência meio ruim, os jogadores brasileiros, principalmente de jogos triplo A, costumam ser muito babacas, infantis, mimados. E têm péssimo espírito esportivo. Aqui acontece o contrário, apesar dos "problemas" comuns de gente que joga com o microfone aberto e falando com todos no servidor (coisa que me incomoda porque me distrai do jogo), a relação dos jogadores é muito tranquila. Claro, tem uns chatos aqui e ali, tem uns hackers aqui e ali, mas no geral é muito tranquilo.
Por hora a minha experiência com o jogo está bem legal, eu to aproveitando bastante, e talvez role um post quando eu terminar o jogo, pra falar da experiência e tal :)
domingo, 13 de dezembro de 2015
Oi (92)
Enxurrada de Pitty hoje porque sim. Acho que essas três músicas deixam bem claro o meu humor nesse momento. Não que eu queira conversar sobre, eu só quero deixar claro. Acho que eu cansei de falar disso. Cansei de sentir isso. E cansei de me importar, então foda-se. Cada um é feliz como pode e consegue com a própria consciência. A minha tá limpa então é nóis.
Acho que eu não me importo mais, só não sei se isso é bom.
Acho que eu não me importo mais, só não sei se isso é bom.
Pulsos - Pitty ♪
E um dia se atreveu
A olhar pro alto
Tinha um céu mas não era azul
No cansaço de tentar quis desistir
Se é coragem eu não sei
Tenta achar que não é assim tão mal
Exercita a paciência
Guarda os pulsos pro final
Saída de emergência
Tenta achar que não é assim tão mal
Exercita a paciência
Guarda os pulsos pro final
Saída de emergência
E um dia desistiu, quis terminar
Só mais um gole, duas linhas horizontais
Sem a menor pressa
Calculadamente
Depois do erro, a redenção
Tenta achar que não é assim tão mal
Exercita a paciência
Guarda os pulsos pro final
Saída de emergência
Tenta achar que não é assim tão mal
Exercita a paciência
Guarda os pulsos pro final
Saída de emergência
A olhar pro alto
Tinha um céu mas não era azul
No cansaço de tentar quis desistir
Se é coragem eu não sei
Tenta achar que não é assim tão mal
Exercita a paciência
Guarda os pulsos pro final
Saída de emergência
Tenta achar que não é assim tão mal
Exercita a paciência
Guarda os pulsos pro final
Saída de emergência
E um dia desistiu, quis terminar
Só mais um gole, duas linhas horizontais
Sem a menor pressa
Calculadamente
Depois do erro, a redenção
Tenta achar que não é assim tão mal
Exercita a paciência
Guarda os pulsos pro final
Saída de emergência
Tenta achar que não é assim tão mal
Exercita a paciência
Guarda os pulsos pro final
Saída de emergência
Tenta achar que não é assim tão mal
Exercita a paciência
Guarda os pulsos pro final
Saída de emergência
Tenta achar que não é assim tão mal
Exercita a paciência
Guarda os pulsos pro final
Saída de emergência
Exercita a paciência
Guarda os pulsos pro final
Saída de emergência
Tenta achar que não é assim tão mal
Exercita a paciência
Guarda os pulsos pro final
Saída de emergência
Saída de emergência
Saída de emergência
Saída de emergência
Déjà Vu - Pitty ♪
Nenhuma verdade me machuca
Nenhum motivo me corrói
Até se eu ficar
Só na vontade, já não dói
Nenhuma doutrina me convence
Nenhuma resposta me satisfaz
Nem mesmo o tédio me surpreende mais
Mas eu sinto que eu tô viva
A cada banho de chuva
Que chega molhando o meu corpo nu
Nenhum sofrimento me comove
Nenhum programa me distrai
Eu ouvi promessas e isso não me atrai
E não há razão que me governe
Nenhuma lei pra me guiar
Eu tô exatamente aonde eu queria estar
Mas eu sinto que eu tô viva
A cada banho de chuva
Que chega molhando o meu corpo
A minha alma nem me lembro mais
Em que esquina se perdeu
Ou em que mundo se enfiou
Mas já faz algum tempo
Já faz algum tempo
Já faz algum tempo
Faz algum tempo
A minha alma nem me lembro mais
Em que esquina se perdeu
Ou em que mundo se enfiou
Mas eu não tenho pressa
Já não tenho pressa
Eu não tenho pressa
Não tenho pressa
Na Sua Estante - Pitty ♪
Te vejo errando e isso não é pecado,
Exceto quando faz outra pessoa sangrar,
Te vejo sonhando e isso dá medo,
Perdido num mundo que não dá pra entrar
Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar, ao menos mande notícias
Você acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
Você tá sempre indo e vindo, tudo bem
Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido
Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
Só por hoje não quero mais te ver
Exceto quando faz outra pessoa sangrar,
Te vejo sonhando e isso dá medo,
Perdido num mundo que não dá pra entrar
Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar, ao menos mande notícias
Você acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
Você tá sempre indo e vindo, tudo bem
Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido
Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se curam
E essa abstinência uma hora vai passar
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se curam
E essa abstinência uma hora vai passar
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Eu nasci em 1991, sou do começo da transição entre as gerações Y e Z. Eu vi a popularização da Internet e consequentemente o bum da Internet banda larga. Vivi (e vivo) o rápido desenvolvimento das tecnologias de comunicação. Sou parte de uma geração tida pelos especialistas (membros das gerações Baby Boom e X) como uma geração antenada, ligada, apressada e multi task.
Que mentira...
Crescemos ouvindo e acreditando nessa mentira. E hoje colhemos ansiedade pela pressa que temos de resolver tudo a todo momento e o mais rápido possível, e depressão por obviamente falhar na maioria das coisas que queremos e tentamos.
Não somos multi task. Tal coisa nem sequer existe.
Que mentira...
Crescemos ouvindo e acreditando nessa mentira. E hoje colhemos ansiedade pela pressa que temos de resolver tudo a todo momento e o mais rápido possível, e depressão por obviamente falhar na maioria das coisas que queremos e tentamos.
Não somos multi task. Tal coisa nem sequer existe.
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
Quando eu fico estressado eu me isolo do mundo, porque o meu isolamento me distrai e me liberta. A parte ruim de poder me isolar do mundo é que eventualmente eu passo mais tempo me isolando e fugindo do que efetivamente resolvendo essas coisas pendentes.
Eu sei que não devo me isolar, e sei que preciso enfrentar os problemas e afazeres até pra poder amadurecer. Mas o peso é tão grande, é tão denso de atravessar. É difícil reunir a coragem necessária pra me levantar e lutar.
Às vezes só o que eu queria era não ter que me preocupar com nada disso e poder viver fazendo as coisas que me interessam, que me completam e que me constroem.
Amadurecimento não significa completude, infelizmente.
Quando somos crianças, queremos crescer porque cremos que os adultos são completos, donos do saber. Aí crescemos e descobrimos que estamos mais distantes de ser completos porque temos que lidar com essas responsabilidades tão mundanas e que só trazem amadurecimento e não completude.
Eu quero ser uma pessoa completa, quero ser livre. Tão livre quanto se possa ser.
Eu sei que não devo me isolar, e sei que preciso enfrentar os problemas e afazeres até pra poder amadurecer. Mas o peso é tão grande, é tão denso de atravessar. É difícil reunir a coragem necessária pra me levantar e lutar.
Às vezes só o que eu queria era não ter que me preocupar com nada disso e poder viver fazendo as coisas que me interessam, que me completam e que me constroem.
Amadurecimento não significa completude, infelizmente.
Quando somos crianças, queremos crescer porque cremos que os adultos são completos, donos do saber. Aí crescemos e descobrimos que estamos mais distantes de ser completos porque temos que lidar com essas responsabilidades tão mundanas e que só trazem amadurecimento e não completude.
Eu quero ser uma pessoa completa, quero ser livre. Tão livre quanto se possa ser.
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Uns sete anos atrás, quando eu tava pra me formar no ensino médio, eu me negava a me considerar menos sabido que os adultos à minha volta. E me negava a pensar assim porque isso não fazia sentido.
Como uma pessoa, vivendo o mesmo mundo que todas as outras, pode saber menos?
Então pra mim, o que acontecia era exatamente o contrário. Eu sabia, mas os adultos se negavam a acreditar que eu sabia, porque estavam ocupados demais cuidando da própria vida e preocupações diárias pra perceber que quem estava em harmonia com a natureza e o mundo eramos nós, adolescentes (e crianças).
O trabalho prático/profissional afastava os adultos da harmonia e da sensibilidade necessárias pra ver o mundo como ele é de verdade. Os adultos se comportavam de maneira robotizada, completamente encaixados num teatro da vida sem de fato ver a vida.
Quanto mais racionais formos mais estaremos afastados do Universo na sua grandeza e potencialidade. Como naquele filme (não lembro o nome) em que um inventor possibilita a comunicação entre nós e os bebês, porque ele crê que os bebês tenham em si todas as respostas do Universo, mas perdem o acesso a esse conhecimento com a idade de dois anos.
Eu sei, parece loucura, ainda mais por eu estar referenciando esse pensamento num filme da Sessão da Tarde, mas será que é tão impossível assim? Afinal, o que dá aos adultos essa credibilidade tão grande para que eles se entendam como os profundos conhecedores de tudo?
Conforme eu envelheço, eu percebo que sei cada vez menos sobre a vida e me sinto cada vez mais cansado diante de tudo. A minha vontade de viver parece cada vez menor e eu sinto até um desprezo pela Humanidade por ser assim tão incompleta.
E eu não quero ficar sonhando milagres pra resolver esses sentimentos, pois milagres não virão.
Eu quero uma solução, pra ontem, que resolva todos esses problemas. Se você tiver alguma, pode falar...
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Cada vez que você pensar em me xingar ou achar que eu estou sendo machista, lembre que isso é um desabafo e não representa o meu modo de pensar a sociedade e a cultura.
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Eu talvez tenha algum problema com a minha sexualidade. Ou talvez eu só não saiba resolver uma carência que me incomoda muito. Mas não é bem isso que eu vim escrever.
Eu preciso assumir aqui uma verdade incômoda pro meu emocional (exclusivamente pro meu emocional).
Eu não sei lidar com a liberdade sexual feminina (e talvez sob esse aspecto puramente emocional eu nem goste). O que é ótimo, porque não sou eu quem tem que tirar proveito disso. Mas sucede que essa referida liberdade me ofende.
Ela me ofende assim: Eu, como escrevi aí em cima, sou uma pessoa muito ligada à sexualidade e portanto gostaria de ter tido uma vida cheia de sexos e experiências sórdidas, coisa que quem me conhece sabe muito bem que eu não tive.
E eu não tive essas experiências porque as mulheres por quem me interessei não quiseram dividir essa experiência sexual comigo. Vale notar que quando eu digo "sexual" eu me refiro a beijos também.
E aí, eu NÃO SOU o tipo de homem que as mulheres (generalizando) quereriam por uma noite e tchau.
Eu já chamei isso de friendzone, numa época muito passageira (infelizmente) em que friendzone era simplesmente uma maneira de por em palavras o conjunto de sentimentos envolvidos num "somos só amigos", sem partir pra ofensas sexistas de nenhum tipo. Foi uma época em que friendzone era um termo inocente e nada mais.
Aí eu comecei a namorar e passei uma série de experiências muito boas, e isso ficou apagado na minha mente. Com o tempo veio a noção de que o termo friendzone tinha ganho um monte de significados sexistas e então eu não usei mais o termo. Bom, eu também estava namorando, então aquele sentimento de desamor ficou pra trás e eu pude dizer que fiquei numa boa.
Com o tempo e a distância vêm vontades e desejos e um dia concordamos que seria interessante abrir o relacionamento, porque poderíamos aprender com isso. E talvez essa tenha sido a maior merda emocional que eu fiz na minha vida, embora não possa negar que aprendi muito com isso. Tive que aprender.
Sem fazer juízo de valores. Ela aproveitou muito melhor que eu. Ela é mulher, o machismo definiu que homens TEM QUE ficar com mulheres que querem ficar com eles, e principalmente se elas forem bonitas segundo a norma do Sistema e da moda.
Já a liberdade sexual feminina atesta o óbvio: Elas não precisam ficar com ninguém se não quiserem.
Por eu estar escrevendo esse texto você não precisa ser a pessoa mais esperta do mundo pra deduzir o que aconteceu, e resumindo bem foi mais ou menos assim: Ela ficou com uma boa quantidade de pessoas enquanto eu fiquei com umas três ou quatro. E isso é ótimo (meu lado racional falando). Significa que ela pode experimentar a própria sexualidade e pode crescer um pouco mais a partir dessas experiências.
Mas voltando ao meu emocional, também significa que eu tive inveja, que eu tive ciúmes, que eu em determinado momento tive depressão e perdi um pouco do meu amor próprio, em suma, significa que eu sofri. Antes, solteiro, eu sofria porque queria viver algo com alguém, queria estar com alguém, mas não tinha com quem. E aí eu passei a sofrer porque tinha alguém comigo que eu não sabia ou não tinha certeza se de fato estava comigo. E eu tive medo de ficar sozinho de novo.
Peço perdão às minhas amigas que eventualmente lerem esse post. As mulheres têm tantos problemas com a sua sexualidade que eu sei que não vão me entender, ou se me entenderem, não terão dimensão do que é isso. As mulheres sofrem porque são objetificadas constantemente e eu queria tão forte ser objetificado em uma ou duas doses. Só pra saber como é e de repente me sentir desejado.
Não o desejado pra dormir juntinho e confiar. O desejado pra pegar, usar e jogar fora.
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Desculpa, Mundo. Eu precisava postar isso, precisava falar isso de algum modo.
E eu acho que nem falei direito. Esse é um assunto tão complexo, eu mal consigo elaborar ele na minha mente.
Só espero aliviar um pouco o peso na minha alma.
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
Where Are Ü Now - Skrillex & Diplo ft. Justin Bieber
I need you, I need you, I need you, I need you
I need you, I need you, I need you, I need you
I need you the most
I gave you the key
When the door wasn't open
Just admit it
See I gave you faith
Turned your doubt into hoping
Can't deny it
Now I'm all alone and my joys turned to moping
Tell me
Where are you now that I need you?Where are you now?
(Where are you now?)
Where are you now that I need ya?
Couldn't find you anywhere
When you broke down I didn't leave ya
(Leave ya)
I was by your side
(I was by your side)
So where are you now that I need ya?
(So where are you now that I need ya?)
(... need ya)
Where are you now that I need ya?
Where are you now that I need ya?
Where are you now that I need ya?
Where are you now that I need ya?
I gave you attention
When nobody else was payin'
I gave you the shirt off my back
What you sayin'?
To keep you warm
I showed you the game everybody else was playin'
That's for sure
(That's for sure)
And I was on my knees
When nobody else was prayin', oh lord
Where are you now that I need ya?
Where are you now that I need ya?
I need you, I need you, I need you, I need you
Where are you now that I need ya?
I need you, I need you, I need you, I need you
I need you the most
Where are you now that I need ya?
Where are you now that I need ya?
Where are you now that I need ya?
I need you the most
I need you the most
I need you the most
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