sábado, 11 de junho de 2016

Oi (96)

Eu acabei de dar um oi e já vou dar outro.
Só pra deixar registradas aqui no blog algumas coisas que tenho vivido.
Vou começar pela mais doída: Abortei meu TCC.
Eu ia defender a qualificação dele já no final desse mês, pra poder me formar no fim do ano.
Bom, me atrapalhei com algumas responsabilidades, tive dificuldades emocionais e, além da ansiedade, passei por um pouco de depressão.
Eu, que já não sou uma pessoa com ~~muita~~ vontade de viver, me vi numa situação onde realmente não me importava mais em continuar respirando.
[Talvez eu tenha me expressado mal; eu TENHO vontade de viver. O meu problema com o viver é que faço parte de uma sociedade que considero atrasada, não tenho perspectivas de ver as coisas melhorarem e me sinto incapaz de fazer as coisas melhorarem. Pra ser adulto nessas condições, admito que não faço muita questão]
Diante desse embolotado de emoções, eu decidi que era melhor deixar passar essa responsabilidade. Por hora.
A segunda coisa que queria contextualizar é que estou frustrado com a situação política (do país e) da UFPel...
Recentemente nossas eleições para DCE foram fraudadas, e consequentemente, canceladas. Aparentemente a chapa da extrema esquerda ia ganhar, e aí a chapa da situação tentou uma manobra para fraudar a contagem de votos. Descobriram no ato da apuração e com isso nós ficamos sem DCE.
Agora, umas duas horas atrás, foi feita a apuração dos votos para a reitoria e vão pro segundo turno a chapa da situação, que começou a fazer esforços estruturais no último ano, claramente para chamar atenção para o seu mandato, e uma chapa com uma frente liberal maluca que até parece fantasiosa, prometendo investimentos incabíveis pra uma economia enfraquecida como a que vivemos.
só queria contextualizar isso, mesmo. E como eu disse uns textos aí pra baixo: Não vou me importar de deixar esse texto sem uma conclusão.
Nunca mais publiquei receitas no blog, me pergunto se a razão é que não acho minhas receitas interessantes ou se elas falam mais sobre as minhas emoções do que eu gostaria de expor aos outros.
Houve um tempo em que eu tentava concluir tudo que eu escrevia, porque acreditava que algo não deveria ser publicado sem um término. Bom, eu cresci e percebi que, na vida, as coisas não terminam. Tudo se emenda continuamente, uma coisa na outra, independentemente se se relacionam ou não.
Quando me dei conta desse fato, comecei a publicar pensamentos soltos, pouco me importando se eu havia concluído eles ou não.
Passei a me apaixonar por pensamentos soltos, e atualmente, eles são o motivo maior da minha pesquisa em Artes Visuais.

Oi (95)

Nesse momento, eu nem sei dizer se faz um tempo longo que ão escrevo no blog ou se é só a impressão que tenho por causa dos dias e semanas longos que eu tenho passado.
O fato é que recentemente eu tenho sentido uma ânsia por escrever várias coisas, desenvolver diversos pensamentos e a inércia de permanecer em silêncio tem falado mais forte.
Antes, quando eu me deixava levar pela inércia de não escrever, eu esquecia o assunto que queria desenvolver e eventualmente isso saía da minha cabeça.
Agora, acontece o contrário. Os assuntos estão se acumulando no fundo da minha garganta e eu sinto que cada vez mais preciso trazê-los a tona antes que eu engasgue.
Minha maior vontade nesse momento é gritar, destruir tudo à minha volta e tentar impor alguma dor ao universo que me rodeia. Porque é assim que a minha mente está nesse momento.
Sou um turbilhão de coisas acontecendo e se misturando. Umas boas, a maioria ruim e nenhuma que eu saiba lidar de maneira tranquila.
Ultimamente, o melhor que posso fazer pelos meus problemas pessoais é abaixar a cabeça e fingir que não estou os vendo.
O nome do blog nunca fez tanto sentido.
Esses fantasmas estão cada vez mais perto de mim, eventualmente vão me afogar.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Nessas horas eu sinto tanta coisa ao mesmo tempo que nem acho que consigo expressar
E é a primeira vez em que fico tão abalado emocionalmente que não me sinto hábil para escrever
Mais pelo exercício de escrever do que pela expressão em si, eu poderia começar por conceitos
Que parece que são a única coisa que consigo sentir agora; conceitos...
Ódio
Tristeza
Impotência
Fraqueza
Destrutividade
Infelicidade
Dor
Loucura

sábado, 7 de maio de 2016

Um Lugar

Queria me teletransportar daqui
Ir pra um lugar distante e quieto
Fumar um cigarro e morrer deitado na grama

Um lugar onde o tempo não possa me encontrar
Um lugar onde nada importa e só o vazio exista
Um lugar no qual eu finalmente encontre a paz

terça-feira, 26 de abril de 2016

Por que eu sinto isso?
Essa ansiedade bizarra que aparece quando eu te vejo
Eu fico tenso, como se estivesse apaixonado
Ou será que só quero me convencer que não estou?

Minha razão me impede de arriscar esse sentimento
Porque no fundo sei que não daria certo
Sei que é passageiro

Mas por que é passageiro?
Porque é de fato ou porque não me permiti mais?

Não sei o que dizer
Só sinto...
Sinto e sigo em frente
Escrevendo...
Pensando...
E assim por diante

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Transbordando Vida

Sigo tentando o equilíbrio
Entre o caos e a ordem
Entre a razão e a emoção
Entre a vida e a morte

Uma linha tênue
Que permite afogar-se sem se perder sob o oceano
A linha que separa os loucos dos gênios
Que faz a diferença entre o absurdo e o razoável

Quanto tempo vou resistir desse jeito?

A vida pesa sobre meus ombros
E me faz querer a morte
A busca pela morte me enche de vida
E me faz viver intensamente

Talvez não haja nada de equilibrado nisso
E eu só esteja sendo devorado pela loucura
Transbordando vida
De um corpo que de outro modo estaria morto

segunda-feira, 28 de março de 2016

Oi (94)

É engraçado ver como a bad ataca do nada, às vezes... Eu vi um documentário que um amigo me enviou no chat do Facebook. Um documentário que era mais uma coletânea de imagens de um grupo de garotos andando de patins por aí. Andando, fazendo manobras e tal.
Vendo o documentário eu pensei: Eu poderia gravar vídeos assim, acompanhar esportistas como esses e fazer o audiovisual deles (eu AMO esportes de rua - skate, patins, parkour).
E aí, junto com esse pensamento, eu percebi o óbvio. Eu não sei fazer essas coisas.
Não as manobras. Não sei fazer um documentário. Como vou conhecer essas pessoas?  Que equipamento devo usar? Onde farei isso? Quanto isso me custaria? Como faria um edital de incentivo? Enfim. As perguntas básicas de alguém que quer fazer alguma coisa.
E com essas perguntas na cabeça me bateu um desânimo violento. Como que dizendo: Você não consegue. Desiste.

Tenho vinte e quatro anos. to começando o meu quinto ano na faculdade de Artes Visuais, depois de ter largado um curso técnico pra trás. E eu não sei onde vou com isso.
Sinto a cobrança de todos os lados (e não acho a cobrança injusta). Vejo que preciso de um trabalho. Mas fiz questão de ir pra uma faculdade, procurar uma especialização, pra chegar na reta final dela e sentir que a única coisa que sou perfeitamente capaz de trabalhar é no comércio.
Isso que eu escrevi na última frase não é verdade, mas é como eu me sinto.
Faz sete anos que saí da escola e não me sinto preparado pra entrar no mercado de trabalho em algo que gosto.
Pior, talvez eu nem saiba o que eu gosto.

Quando eu me sinto assim, a única coisa que me parece plausível é tirar uma temporada (uns três meses, pra não dizer um ano) e sumir no mundo, tentar achar o meu caminho, a minha razão.

A única coisa prática que posso dizer que quero hoje é minha viagem de volta ao mundo. Quero isso mais do que qualquer outra coisa, nesse momento. Quero pegar uma meia dúzia de coisas e desaparecer no mundo. Quero ser livre.
Essa liberdade que eu procuro se manifesta nos esportes que gosto. E por isso sou apaixonado por eles. Porque eles me proporcionam uma percepção do ambiente ao meu redor que me torna livre. E tudo que eu quero é ser livre.

Quando brigava comigo por eu não demonstrar nenhuma vontade para com a escola, minha mãe me perguntava o que eu esperava da vida. Eu nunca tive uma resposta pra isso, e não foi por falta de pensar no assunto. Hoje, até minha namorada me pergunta o que eu quero pro futuro e eu não sei. Eu simplesmente não sei.

Talvez eu não tenha percebido que eu já tinha o que queria. Meus pais puderam me criar tão livre quanto eu queria dentro das minhas necessidades, e o que eu quero é ser livre. Eu não era rico (nunca fui), mas sempre tive uma vida confortável.
Quando criança, essa liberdade cabia num espaço muito restrito, que era o que eu entendia por "mundo". Então eu nunca fiz questão de correr atrás de mais, porque eu tinha o que queria. Agora que sou adulto (e é muito estranho pensar isso, porque eu não me sinto assim), eu tenho uma perspectiva muito ampla do que é o mundo, e eu quero esse mundo pra mim. Então a ponte Marília SP - Pelotas RS não me representa mais. Eu não caibo nesse espaço.
Mas eu não sei lutar por mais. Eu não sei fazer acontecer a liberdade que eu quero. E por ter a experiência de pagar minhas próprias contas, sei que preciso escolher se vou alimentar a mente (ou os caprichos dela) ou o espírito, tendo que contar as sobras do salário no fim do mês pra isso.

Quando eu brinco que se tivesse um milhão de reais no banco, eu estaria feito pro resto da vida, é porque esse valor renderia, de juros numa pupança, uns cinco a seis mil todo mês. Dinheiro que seria suficiente pra alimentar os caprichos da minha mente E a necessidade do espírito de perceber o mundo ao redor. Sem luxos, claro, mas eu não ligo pra luxos.

Acho que era isso que eu queria dizer hoje. Parece vomitado e meio desconexo, mas deve ser assim mesmo. Talvez eu só tenha vomitado no teclado o que estava sentindo

sábado, 19 de março de 2016

Oi (93)

Vim no blog dar oi porque sinto que o mundo tá ruindo e eu não to acompanhando mais nada... Aí quando tudo parece desmoronando eu sempre corro pro blog pra tentar recuperar algo.
Escrever com essa ansiedade toda é muito difícil. Parece que não consigo organizar os pensamentos e aí o que eu acabo fazendo a maioria do tempo é procurar um jeito de me ausentar da realidade. Na maioria das vezes eu jogo pra isso.
Eu acho interessante ver como o ato de jogar tem uma relação forte com o meu emocional. Já joguei pra não ficar pensando nas paixonites da escola, joguei pra esquecer problemas de saúde, joguei pra descarregar raiva e agora eu jogo muito mais pra fugir do mundo real do que por jogar mesmo.
Talvez isso explique o porque de os meus jogos preferidos terem contextos tão próximos com a realidade em si. Não sou de jogar jogos de fantasia e tal. Gosto da realidade. E o que gosto mais nos jogos que jogo é que são uma "realidade" que eu posso interferir como bem quiser.
É estranho ter noção desse escapismo porque sempre me cobro de não tentar escapar à realidade. A realidade é inevitável, né? Então não adianta fugir.
Bom, tenho tentado escapar dos escapismos me concentrando no que tenho pra fazer ou em coisas que me trarão algo de construtivo (desenhar mais, por exemplo).
No primeiro momento, quando traço o plano do que fazer, tudo funciona muito bem e fica organizadinho e tal. Mas, né, a vida é uma caixinha de surpresas. Então eu passo mais tempo pensando no que não fiz até agora do que fazendo...
Organizar meu tempo é uma coisa que meu pai sempre me dizia pra fazer e eu sempre tive dificuldade. Não sou muito bom em seguir horários e tal. É difícil pra mim ter uma regularidade em alguma coisa.

Nunca pensei em mim como uma pessoa instável...
Agora fiquei com a dúvida haha

Conversei brevemente com a namorada e concluímos que não sou instável. Então eu não consigo imaginar de onde venha essa irregularidade do meu ser.
Embora eu só possa me dizer irregular nesse aspecto temporal. Sou uma pessoa até que bem previsível, só não tenho horário certo pra nada.

Eu vou ficar por aqui, porque como já dizia uma cena de Hellraiser 2, the mind is a labyrinth, então se eu ficar em texto tentando desvendar as obscuridades da minha mente, isso não acaba nunca haha
Obrigado por ter lido, volte sempre

quarta-feira, 16 de março de 2016

Whatever - sdds Nissim Ourfali



E eu nem comentei no vídeo o fato de que a música do Nissim Ourfali é do One Direction, então podia caber um processo por copyright, mas aí vc vê que nem os caras do One Direction se importam :T

cá entre nós, espero não tomar strike por usar o nome do garoto no vídeo ¬¬


Whatever - falando sério sobre Nissim Ourfali



Eu consegui expressar meu ponto mesmo, mas achei um texto que reforça o porque de o vídeo não dever ser retirado
http://noticias.r7.com/blogs/querido-leitor/por-que-rimos-de-nissim-ourfali/2012/08/19/

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Whatever - Ansiedade



Tudo que eu falei aqui é baseado no que eu sinto e levemente exagerado como efeito do que eu sinto. Não leve o que eu digo ao pé da letra

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Porque o Twitter não deveria mudar seu limite de caracteres

Se você não sabe, eu sou um usuário assíduo do Twitter.
Comecei a usar o miniblog no final de 2010 e achei incrível como o seu funcionamento é simples. Você escreve e posta. O que você posta aparece na timeline de quem te segue e o que as pessoas que você segue postam aparece na sua timeline. TUDO. Sem filtros como o do Facebook, onde você tem acesso aos posts de quem mais interage com você.
O Twitter é um lugar onde todos tem o mesmo poder de dizer algo. Sem nenhum filtro de popularidade, nenhum filtro de interações. Todos podem dizer qualquer coisa e têm a mesma chance de ser lidos por todo mundo. O Twitter se tornou famoso por seu limite de 140 caracteres por post (ou tweet, que é como chamam o post dentro do Twitter). O que significa que o Twitter é um espaço para dizer algo rápido.

Curiosidade: tweet é uma expressão inglesa para indicar o piu de um pássaro.
Você já deve ter visto pássaros piando. Apesar de piarem muito, um piu é rápido, direto e eficaz.

Um pouco de background: a Twitter Inc. desenvolveu para o seu app de celular um sistema que pré-carrega links para fora do Twitter e, se for possível, exibe as informações principais dessas páginas dentro do próprio app do Twitter. Se não for possível o link te direciona para a própria página, como sempre foi.
Em smartphones esse tipo de carregamento, que simplifica a leitura de dados e deixa as páginas mais leves, é ótimo pois facilita o carregamento da página sem afetar (ou afetando menos) o desempenho do aparelho. Ninguém se opôs a isso.

O que está acontecendo agora (e cuja reação pode ser facilmente verificada no próprio twitter sobre a hashtag #Twitter10K) é que a Twitter Inc. vem estudando um meio de possibilitar textos maiores, incluindo fotos e outras mídias, dentro do próprio Twitter. Ao invés de um link para fora, teríamos um botão do tipo "leia mais", e clicando nele o tweet expandiria e exibiria todo seu conteúdo. Essa funcionalidade busca evitar mudanças na estética da timeline.
Claro que a empresa cita razões positivas para essa mudança, é isso que empresas fazem (veja na matéria da Forbes no final do texto). Mas o que me preocupa como usuário do serviço é a perda de uma característica tão particular em nome de nada, uma vez que isso nunca foi um problema para os usuários. Aliás, os usuários reclamam da ausência de um botão de edição do tweet (para quando alguém digita algo errado) e isso aparentemente nunca foi ouvido pela empresa.

Além do que já comentei, acontecerá uma coisa "engraçada". O Twitter se tornará ainda mais parecido com o Tumblr (outra plataforma de miniblog que é muito similar, mas sem o limite de caracteres).
Ser parecido com o Tumblr é ruim? Não. Mas como usuário, se eu quisesse o Tumblr, eu iria ao Tumblr, e não ao Twitter.

Claro que o meu julgo estético e prático enquanto usuário não vão impedir ninguém de aprovar isso. Mas eu, que sempre me senti tão comtemplado pelo Twitter, que sempre me senti seguro, me senti num espaço que tinha a ver comigo, sinto como se tivessem roubado o meu espaço e transformado em outra coisa. Vou me sentir um pouco deslocado, mais ou menos como me sinto no Facebook.



Fontes:
Forbes



PS: mais um motivo para dizer não aos 10 mil caracteres: O pensamento humano acontece em formato de frases curtas. O tweet, com 140 caracteres, é o mais próximo que qualquer plataforma escrita já chegou de mostrar o pensamento acontecendo em tempo real. Elaborar pensamentos pode ser feito em sites, no Facebook ou em outras plataformas. O Twitter não precisava dessa mudança.

sábado, 2 de janeiro de 2016

"Se algo não existe em forma de palavra, é quase como se não existisse at all."
Aline Valek

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Minha experiência com GTA V

Nota pré-texto: GTA faz parte da minha vida, quem me conhece sabe. Se você ainda não sabia, agora também sabe :)

Eu ganhei GTA V na pré-venda de presente de namoro. Foi um ótimo presente, mas que me deu alguma dor de cabeça por motivos que eu só vim falar agora porque na hora eu não queria ter essa dor de cabeça.
Também cabe dizer que foi a primeira vez que eu obtive um jogo na pré-venda e tenho que admitir que se soubesse da dor de cabeça que dá, eu teria preferido esperar mesmo.
E pior, eu estava ansioso pra ver o jogo nas minhas mãos. Pô, o jogo saiu em 2013 pra Play3 e XBOX 360, em 2014 saiu pra geração seguinte dos consoles, mas só foi sair em Março de 2015 pra PC. Ou seja, um novo velho jogo, que eu já tinha visto o gameplay, o multiplayer e só queria finalmente ver ele rodando no meu computador.
Havia uma preocupação se meu computador seria potente o suficiente pra rodar o jogo, mas uma pesquisa rápida me mostrou que meu hardware não só podia rodar o jogo, como estava além das configurações mínimas. "Ótimo! Vou jogar e a imagem não vai ser tão diferente."
Ganhei o jogo um mês antes do lançamento, seria o último mês de espera. Na véspera do lançamento, a Rockstar Games (desenvolvedora e anunciante) disponibilizou o download pra quem já tinha a chave do jogo, e lá fui eu baixar aqueles (fodendo) 65GB de jogo.
Mesmo pra um jogo de computador, ele é muito pesado...
Dois dias baixando o jogo, no dia do lançamento eu peguei câmera, liguei o Fraps e pensei "porra, vou gravar um gameplay curto com as primeiras impressões, vai ser massa"
Mandei abrir o jogo e... nada...
Tela preta por tempo indefinido.
"Algo deve ter dado errado" pensei.
Repeti o processo algumas vezes. Fiquei duas horas tentando.
E não consegui.
Fiz pesquisas na Internet, procurei forums, mas ninguém sabia, ninguém nem tinha falado nada sobre ainda, e a razão era óbvia: o jogo tinha acabado de sair.
Dois dias depois a Rockstar postou no forum uma solução pra um problema que tinha os mesmo sintomas que o que eu estava tendo, mas que a causa não batia. Falavam de computadores da américa latina que tivessem usuários com caracteres não-americanos (ç e letras acentuadas). Mas como eu disse, não era o meu caso...
A solução envolvia criar um usuário novo, que correspondesse ao funcional, copiar os dados do jogo para esse usuário e jogar a partir dele. "Pô, isso não é uma solução, é só uma maneira de disfarçar o problema..."
Deixei quieto e fiquei fazendo pressão como eu podia pra que a Rockstar de fato corrigisse o problema. Era vergonhoso ter esperado quase dois anos pra jogar um jogo que todos os meus amigos já tinham jogado duas, três vezes e que a Internet já havia debulhado todos os segredos. Isso inclusive virou uma piada recorrente nos forums de GTA.
Mais ou menos 20 dias depois do lançamento, a Rockstar lançou um patch de correção para o problema que eles tinham apontado (que ainda assim, não batia com a minha situação). Bom, baixei o patch e fui executá-lo. O patch simplesmente não reconheceu os meus arquivos do jogo. Então, quando eu abri o patch, apareceu a mensagem "Arquivos referentes a GTA V não encontrados, por favor instale o programa e tente novamente".
"Porra, é sacanagem..."
À essa altura eu já não estava dando a mínima. Tinha ligado o foda-se como uma maneira de não ficar bravo com a situação e esperar calmamente por uma solução de fato. Eu nunca fui de jogar jogos logo no lançamento, na verdade, costumo jogar uns dois anos depois. O foda é que nesse caso eu já havia esperado os dois anos.
Apaguei os dados, o patch de correção e fingi que não tinha acontecido nada. Cheguei a habilitar que a pessoa que me deu o jogo pedisse o reembolso para a Steam, porque eu simplesmente havia desistido. E na verdade, não pedi o reembolso porque acabei tendo coisas mais importantes na cabeça que me distraíram disso.
Cheguei a tentar de novo algumas vezes, mas o problema se repetia exatamente igual.
No começo de Dezembro eu aceitei o update pra Windows 10. Achei legal e tal, aí comentando com um amigo que também tinha feito o update, ele disse "Ow, rola de tentar o GTA V de novo, hein"
Pensei "Hum... tá..."
Dois dias baixando e deu certo.
Eu fiquei tão feliz que não consigo descrever a sensação de "caralho, finalmente vou fazer isso"
Sofri um pouco no começo pra configurar o jogo, fazer tudo rodar certinho, mas consegui.
Aí só havia uma coisa que faltava pra mim: Limpar o hardware do computador.
Meu computador tem três anos, nunca havia sido limpo, tinha poeira por todo lado que se olhasse e fervia de dar medo, chegava a queimar a ponta dos dedos.
Dos problemas que tive, esse era de longe o mais simples, então foi fácil e rápido resolver. Finalmente pude jogar o jogo como ele deve ser jogado.
O que aprendi jogando:
A Rockstar Games era uma empresa que eu gostava muito porque a média de seus jogos é excelente. São poucos os jogos irrelevantes da Rockstar.
Só que tive que lidar com um lado da Rockstar que até então eu não tinha tido contato, que é o respeito ao cliente, e sinceramente me senti decepcionado. Pô, um ano e meio, quase dois, pra fazer um port dum jogo pronto e otimizar pra PC, e ainda assim dar errado nesse nível é grave. E só 20 dias depois fornecer um patch de correção, eu me senti desconsiderado. E isso porque o meu problema nem foi solucionado. Pelo que me consta o problema que tive era outro.
Por outro lado, o jogo É excelente. Comandos que eu achei que não iam funcionar se mostraram eficientes, o jogo roda de maneira bem lisa, com poucos tropeços, considerando que eu o jogo num computador de três anos atrás.
E o melhor, que pra mim foi uma surpresa muito positiva: a comunidade online é muito bacana.
Jogar online pra mim sempre é uma experiência meio ruim, os jogadores brasileiros, principalmente de jogos triplo A, costumam ser muito babacas, infantis, mimados. E têm péssimo espírito esportivo. Aqui acontece o contrário, apesar dos "problemas" comuns de gente que joga com o microfone aberto e falando com todos no servidor (coisa que me incomoda porque me distrai do jogo), a relação dos jogadores é muito tranquila. Claro, tem uns chatos aqui e ali, tem uns hackers aqui e ali, mas no geral é muito tranquilo.
Por hora a minha experiência com o jogo está bem legal, eu to aproveitando bastante, e talvez role um post quando eu terminar o jogo, pra falar da experiência e tal :)

domingo, 13 de dezembro de 2015

Oi (92)

Enxurrada de Pitty hoje porque sim. Acho que essas três músicas deixam bem claro o meu humor nesse momento. Não que eu queira conversar sobre, eu só quero deixar claro. Acho que eu cansei de falar disso. Cansei de sentir isso. E cansei de me importar, então foda-se. Cada um é feliz como pode e consegue com a própria consciência. A minha tá limpa então é nóis.
Acho que eu não me importo mais, só não sei se isso é bom.

Pulsos - Pitty ♪


E um dia se atreveu
A olhar pro alto
Tinha um céu mas não era azul
No cansaço de tentar quis desistir
Se é coragem eu não sei

Tenta achar que não é assim tão mal
Exercita a paciência
Guarda os pulsos pro final
Saída de emergência

Tenta achar que não é assim tão mal
Exercita a paciência
Guarda os pulsos pro final
Saída de emergência

E um dia desistiu, quis terminar
Só mais um gole, duas linhas horizontais
Sem a menor pressa
Calculadamente
Depois do erro, a redenção

Tenta achar que não é assim tão mal
Exercita a paciência
Guarda os pulsos pro final
Saída de emergência

Tenta achar que não é assim tão mal
Exercita a paciência
Guarda os pulsos pro final
Saída de emergência

Tenta achar que não é assim tão mal
Exercita a paciência
Guarda os pulsos pro final
Saída de emergência

Tenta achar que não é assim tão mal
Exercita a paciência
Guarda os pulsos pro final
Saída de emergência

Saída de emergência

Saída de emergência

Saída de emergência

Déjà Vu - Pitty ♪


Nenhuma verdade me machuca 
Nenhum motivo me corrói 
Até se eu ficar 
Só na vontade, já não dói


Nenhuma doutrina me convence 
Nenhuma resposta me satisfaz 
Nem mesmo o tédio me surpreende mais

Mas eu sinto que eu tô viva 
A cada banho de chuva 
Que chega molhando o meu corpo nu

Nenhum sofrimento me comove 
Nenhum programa me distrai 
Eu ouvi promessas e isso não me atrai 

E não há razão que me governe 
Nenhuma lei pra me guiar 
Eu tô exatamente aonde eu queria estar

Mas eu sinto que eu tô viva 
A cada banho de chuva 
Que chega molhando o meu corpo 

A minha alma nem me lembro mais
Em que esquina se perdeu 
Ou em que mundo se enfiou 

Mas já faz algum tempo 
Já faz algum tempo
Já faz algum tempo 
Faz algum tempo 

A minha alma nem me lembro mais
Em que esquina se perdeu 
Ou em que mundo se enfiou

Mas eu não tenho pressa 
Já não tenho pressa 
Eu não tenho pressa 
Não tenho pressa

Na Sua Estante - Pitty ♪


Te vejo errando e isso não é pecado,
Exceto quando faz outra pessoa sangrar,
Te vejo sonhando e isso dá medo,
Perdido num mundo que não dá pra entrar
Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar, ao menos mande notícias
Você acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar

Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Você tá sempre indo e vindo, tudo bem
Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido
Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante

Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se curam
E essa abstinência uma hora vai passar