Nada mais faz sentido e as coisas não têm mais sabor
Eu continuo inerte ao tempo, só observando
Coisas acontecem, pessoas acontecem e nada fica registrado mais que um instante
Tudo vem e vai diante dos meus olhos
domingo, 29 de janeiro de 2017
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
Whatever - O vlog mais sincero que você já viu
perdão pelo foco (ou a falta dele), mas nem adianta chorar agora.
agradeço demais ao Chala, que deu o empurrão final pra esse vídeo acontecer (eu ia comentar isso no vídeo, mas obviamente eu divaguei e esqueci). Valeu mesmo :D
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
Oi (102)
vivi os últimos dez dias como um fantasma
todo o tempo que passei em casa me senti uma assombração
vagando pelos cômodos, procurando algo pra me ocupar
nenhuma ideia me anima, nenhuma companhia me atrai
nada me completa
até escrever esses versos é um esforço tremendo
passei dez dias olhando a vida passar
sentindo o vento passar pela minha janela me fazendo lembrar que o mundo não para e eu tenho que me adequar
passei esse tempo espreitando nas sombras
me alimentando de solidão
todo o tempo que passei em casa me senti uma assombração
vagando pelos cômodos, procurando algo pra me ocupar
nenhuma ideia me anima, nenhuma companhia me atrai
nada me completa
até escrever esses versos é um esforço tremendo
passei dez dias olhando a vida passar
sentindo o vento passar pela minha janela me fazendo lembrar que o mundo não para e eu tenho que me adequar
passei esse tempo espreitando nas sombras
me alimentando de solidão
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
Esse texto foi postado originalmente na rede social do Zuckerberg, porque eu acreditei que tivesse um alcance maior. Segue na íntegra:
Eu não sou de me posicionar no facebook, mas dessa vez eu não vou poder deixar passar...
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Mas primeiro, pra eu não ficar repetindo ou resumindo o texto alheio, lê esse texto aqui embaixo:
Agora que você leu o texto do Leo Prestes, eu posso acrescentar uma coisa ou duas
Faz um tempo que eu deixei de compartilhar coisas que eu acho ruins. Quando parei, foi por algum caso absurdo de violência que teria acontecido e que li alguém comentando o quanto era autodestrutivo nós ficarmos replicando essas coisas.
Quando se tem um caso de violência de grande proporção, a mídia mainstream fará questão de reportar isso vezes suficientes pra que 90% das pessoas saibam sobre o que aconteceu (às vezes, exaustivamente e a cada meia hora. Não é mesmo, Buzzfeed?). Então não existe necessidade de eu (individuo) compartilhar esse caso se eu não tiver nenhum comentário construtivo a ser feito sobre.
Quando o assunto em questão é o posicionamento escroto de algum personagem político igualmente escroto, se todos sabemos que o fulano é um escroto, o que a gente ganha compartilhando a imagem dele, o entupindo de xingamentos, se não mais ódio?
Por essas eu parei de compartilhar o político escroto machista falando machistices. Eu não quero gerar mais ódio, eu quero que as pessoas que apoiam esse bosta entendam porque ele é um bosta, e isso vem através de comentários construtivos.
Quem tiver algo a falar sobre o Trump, pense um minuto se o que você tem a falar acrescenta alguma coisa ao tema (não pro mundo, no seu círculo social mesmo). Faça igual quando for com algum outro indivíduo que tenha feito alguma escrotidão
Esses caras já têm espaço suficiente na mídia, pelas merdas que eles falam.
Trazendo o assunto pra uma realidade mais palpável, nas próximas eleições, corremos um risco grande de eleger um escroto muito conhecido por todos, odiado pela maioria e que não sai da boca do povo porque sabe atrair atenção pra si. Foi basicamente assim que Trump ganhou nos EUA.
Vamos ressaltar políticos que façam coisas interessantes, vamos difundir os nomes dessas pessoas, pra que nas próximas eleições a gente tenha menos possibilidades de ser pego de surpresa
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
Slaughterhouse - KillSonik ♪
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Uma musiquinha de halloween pra vocês :)
Oi (101)
queria anotar algumas coisas meio triviais sobre os últimos dias:
- descobri que prints podem servir pra guardar momentos que aconteceram no mundo virtual, tanto pra rir depois como pra lembrar e refletir. no fim das contas, o print é muito mais parecido com a fotografia do que eu havia imaginado ou valorizado até então.
- venho descobrindo formas de amor muito complexas e muito interessantes. queria escrever mais sobre, mas sempre me saboto e "nhe", acabo mão escrevendo.
- o tempo vem se tornando um referencial cada vez mais mundano e, na minha busca por deus, acabo me afastando desse tipo de noção. o que é meio ruim...
- tenho desvendado mais a profundeza do meu oceano particular, até tenho me arriscado a navegar por novas águas interpessoais. acho prazeroso, mas perigoso, mas prazeroso, e assim por diante.
quinta-feira, 27 de outubro de 2016
Eu queria escrever qualquer merda sobre o quão doente essa sociedade é
Pessoas claramente doentes e alienadas querem olhar pra mim e me taxar de doente
Fico pensando se querem que eu seja doente como eles para não se sentirem sozinhos
Ou se querem me taxar de doente para eles próprios se sentirem melhores
Eu sei que pessoas doentes não se reconhecem doentes, ou demoram muito pra aceitar isso
Mas não consigo entender como eu, completamente capaz de mim mesmo, posso ser doente
Entendo que eu tenha meus momentos extremos, mas querem usar isso pra me convencer
Querem olhar pra mim, enquanto estou perfeitamente bem e me fazer questionar se estou bem
E de tanto tentarem, vão acabar me convencendo disso.
Vou acabar me tornando mais um robozinho remediado contra doenças que não existem
Mais uma pessoinha sem nada na cabeça, incapaz de lidar com a vida escrota que leva
Um viciado, drogado, criado por esse sistema escroto pra render dinheiro no bolso de alguém
Quero essa vida pra mim
Ganhar dinheiro apontando na cara das pessoas e abaixando a alto estima delas
Ganhando pra mim o dinheiro que elas podiam investir em um hobby, em uma viagem, em um jantar
Convencendo elas de que elas precisam coisas que elas não precisam
Aí vou fundar o Associação Das Pessoas Doentes e ganhar mais dinheiro
Vou cobrar pra se filiarem e darei como retorno alguma coisa genérica que faça elas acharem que vale a pena
Como um clube, só que exclusivo para pessoas doentes
Como todos são doentes, não faria diferença nenhuma além de eu estar rico
Pessoas claramente doentes e alienadas querem olhar pra mim e me taxar de doente
Fico pensando se querem que eu seja doente como eles para não se sentirem sozinhos
Ou se querem me taxar de doente para eles próprios se sentirem melhores
Eu sei que pessoas doentes não se reconhecem doentes, ou demoram muito pra aceitar isso
Mas não consigo entender como eu, completamente capaz de mim mesmo, posso ser doente
Entendo que eu tenha meus momentos extremos, mas querem usar isso pra me convencer
Querem olhar pra mim, enquanto estou perfeitamente bem e me fazer questionar se estou bem
E de tanto tentarem, vão acabar me convencendo disso.
Vou acabar me tornando mais um robozinho remediado contra doenças que não existem
Mais uma pessoinha sem nada na cabeça, incapaz de lidar com a vida escrota que leva
Um viciado, drogado, criado por esse sistema escroto pra render dinheiro no bolso de alguém
Quero essa vida pra mim
Ganhar dinheiro apontando na cara das pessoas e abaixando a alto estima delas
Ganhando pra mim o dinheiro que elas podiam investir em um hobby, em uma viagem, em um jantar
Convencendo elas de que elas precisam coisas que elas não precisam
Aí vou fundar o Associação Das Pessoas Doentes e ganhar mais dinheiro
Vou cobrar pra se filiarem e darei como retorno alguma coisa genérica que faça elas acharem que vale a pena
Como um clube, só que exclusivo para pessoas doentes
Como todos são doentes, não faria diferença nenhuma além de eu estar rico
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
Eu moro no centro, meio que num dos caminhos entre o centro e uma das periferias da cidade. É comum passar por aqui um cara sempre muito noiado e sozinho. Gesticula, fala alto, faz que tá armado, diz que vai matar fulano. Se você prestar atenção, vai se ligar que ele "está" assaltando alguém ou uma loja. Na cabeça dele, ele é O ladrão. Faz e acontece, toca o terror, mata sem dó. Lobo solitário, parece que busca vingança contra um sistema que claramente o negligenciou.
A gente tem esse hábito, né? De ignorar a loucura alheia. Quando para pra ouvir os outros, a gente se surpreende.
A gente tem esse hábito, né? De ignorar a loucura alheia. Quando para pra ouvir os outros, a gente se surpreende.
sexta-feira, 14 de outubro de 2016
Oi (100)
Oi
Queria dizer que estou bem, obrigado
Tomei um café, daqueles potentes meus, então imagina a ansiedade
Mas o bom é que é uma ansiedade que anseia fazer algo
Então eu to no caminho de produzir e correr atrás
Faculdade? Pff, quem dera...
Mas nesse micromomento, quase madrugada de sábado, eu me permito
Obrigado e boa noite
Queria dizer que estou bem, obrigado
Tomei um café, daqueles potentes meus, então imagina a ansiedade
Mas o bom é que é uma ansiedade que anseia fazer algo
Então eu to no caminho de produzir e correr atrás
Faculdade? Pff, quem dera...
Mas nesse micromomento, quase madrugada de sábado, eu me permito
Obrigado e boa noite
quarta-feira, 12 de outubro de 2016
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
às vezes, tudo que eu queria era destruir tudo ao meu redor
queria ter a força necessária pra destruir qualquer coisa que aparecesse diante de mim
queria destruir, explodir, desintegrar
às vezes, eu sinto que sou uma maça energética potencial
tem potência dentro de mim, energia alimentada pelo ódio e pela tristeza e fica contida em mim
essa energia precisa desesperadamente fluir pra algum lugar
nesses momentos, eu sinto que posso explodir
não sou uma bomba relógio, sou mais como um corpo extremamente denso e instável
sou emoções demais contidas num corpo tão pequeno
queria ter a força necessária pra destruir qualquer coisa que aparecesse diante de mim
queria destruir, explodir, desintegrar
às vezes, eu sinto que sou uma maça energética potencial
tem potência dentro de mim, energia alimentada pelo ódio e pela tristeza e fica contida em mim
essa energia precisa desesperadamente fluir pra algum lugar
nesses momentos, eu sinto que posso explodir
não sou uma bomba relógio, sou mais como um corpo extremamente denso e instável
sou emoções demais contidas num corpo tão pequeno
sábado, 1 de outubro de 2016
quarta-feira, 21 de setembro de 2016
sábado, 17 de setembro de 2016
Oi (99)
Só pra registrar um acontecimento com energias mais positivas que a última vez que postei:
Estava voltando do rolê pra casa, e perto de uma esquina percebi que uma jovem senhora negra se aproximava ao meu encontro, com a expressão de que iria me parar.
Antes de ela me abordar eu vi que ela carregava uma cesta e conforme me aproximei, vi que era uma cesta de trufas.
Ser abordado na rua em Pelotas é uma coisa que sempre me deixa muito desconfiado (porque se tem uma coisa que aprendi nessa cidade, é que não dá pra abaixar a guarda com facilidade). Mas ela vinha na minha direção tão decidida e os nossos olhares já haviam se trocado há uns bons dez metros de distância, o que reduz um tanto a possibilidade de um assalto.
Ela me parou e falou alguma coisa que eu não entendi. Deduzi que ela estivesse me oferecendo trufas.
Olhei para a cesta e em cima das trufas havia um papelzinho com alguns preços. R$2,50 era o mais baixo listado e eu deduzi que fosse o valor da unidade.
Pus a mão no bolso descrente e descobri que eu tinha R$5, que eu tinha colocado no bolso no dia anterior, sem a menor perspectiva de gastá-lo. Era só o dinheiro do ladrão, caso fosse necessário.
Por que não?
Mostrei o dinheiro sem saber exatamente o que eu faria e ela me perguntou "troco pra cinco?"
Respondi: Não. Eu quero duas!
Dei o dinheiro e escolhi duas trufas. Uma de cereja e uma de morango.
Essa senhora abriu um sorriso lindo. Me agradeceu e me puxou para um beijo no rosto.
Eu fiquei sem reação e muito sem jeito, mas retribui o gesto.
Agradeci, desejei tudo de bom, boas vendas e me fui. Quase podia ouvir a felicidade daquela senhora enquanto nos afastávamos, mesmo ela estando em silêncio.
O que sei dessa senhora é que ela tinha uma cesta de trufas, parecia ligeiramente alcoolizada e cheirava a cigarro.
Eu não sei o background dela. Não sei a sua origem, a sua história, os problemas que ela tem de enfrentar. Provavelmente não a verei de novo.
O que sei é que, de alguma forma, alegrei o dia daquela senhora. E ela alegrou o meu também.
Estava voltando do rolê pra casa, e perto de uma esquina percebi que uma jovem senhora negra se aproximava ao meu encontro, com a expressão de que iria me parar.
Antes de ela me abordar eu vi que ela carregava uma cesta e conforme me aproximei, vi que era uma cesta de trufas.
Ser abordado na rua em Pelotas é uma coisa que sempre me deixa muito desconfiado (porque se tem uma coisa que aprendi nessa cidade, é que não dá pra abaixar a guarda com facilidade). Mas ela vinha na minha direção tão decidida e os nossos olhares já haviam se trocado há uns bons dez metros de distância, o que reduz um tanto a possibilidade de um assalto.
Ela me parou e falou alguma coisa que eu não entendi. Deduzi que ela estivesse me oferecendo trufas.
Olhei para a cesta e em cima das trufas havia um papelzinho com alguns preços. R$2,50 era o mais baixo listado e eu deduzi que fosse o valor da unidade.
Pus a mão no bolso descrente e descobri que eu tinha R$5, que eu tinha colocado no bolso no dia anterior, sem a menor perspectiva de gastá-lo. Era só o dinheiro do ladrão, caso fosse necessário.
Por que não?
Mostrei o dinheiro sem saber exatamente o que eu faria e ela me perguntou "troco pra cinco?"
Respondi: Não. Eu quero duas!
Dei o dinheiro e escolhi duas trufas. Uma de cereja e uma de morango.
Essa senhora abriu um sorriso lindo. Me agradeceu e me puxou para um beijo no rosto.
Eu fiquei sem reação e muito sem jeito, mas retribui o gesto.
Agradeci, desejei tudo de bom, boas vendas e me fui. Quase podia ouvir a felicidade daquela senhora enquanto nos afastávamos, mesmo ela estando em silêncio.
O que sei dessa senhora é que ela tinha uma cesta de trufas, parecia ligeiramente alcoolizada e cheirava a cigarro.
Eu não sei o background dela. Não sei a sua origem, a sua história, os problemas que ela tem de enfrentar. Provavelmente não a verei de novo.
O que sei é que, de alguma forma, alegrei o dia daquela senhora. E ela alegrou o meu também.
sexta-feira, 16 de setembro de 2016
Oi (98)
Se você me segue no Twitter, você deve saber que tem uns meses que eu to na bosta.
E eu to muito puto enquanto escrevo, então provavelmente tudo vá soar dez vezes pior do que deve ser.
Se bem que foda-se, né? Porque na verdade tudo é sempre menos pior do que a gente sente.
É assim que os adultos fazem a gente perceber que o universo não se importa com o nosso sofrimento e que é melhor a gente sofrer quieto.
Engraçado, né? Eu ainda falo "os adultos" como se eu fosse super pré-adolescente e tivesse todo um percurso antes de chegar na fase adulta...
Deve ser porque eu nunca aceitei a vida adulta e fico sofrendo com os problemas advindos disso.
Na verdade, se tivessem me explicado o que era ser adulto e me dado a escolha de nunca me tornar um, acho que eu não estaria aqui escrevendo esse lixo.
O embaçado de ter que amadurecer é que não me deram a escolha. Simplesmente é minha obrigação...
Talvez o maior erro dos meus pais tenha sido me dar a possibilidade de escolher, ao invés de simplesmente me obrigar a fazer o que eles achassem que era melhor. Desse jeito, eu cresceria seguindo ordens e perfeitamente quadrado pra esse mundo bosta que é o nosso.
Seria só mais uma engrenagem da bosta do sistema, sim. Mas que que adianta não querer ser uma engrenagem e ter que ser mesmo assim?
É, pai e mãe. Me perdoem, mas eu sou um fracasso.
Sou um punhado de fracassos e doenças mentais acumulados num corpo ocupando espaço e gastando recursos naturais e financeiros.
E eu to muito puto enquanto escrevo, então provavelmente tudo vá soar dez vezes pior do que deve ser.
Se bem que foda-se, né? Porque na verdade tudo é sempre menos pior do que a gente sente.
É assim que os adultos fazem a gente perceber que o universo não se importa com o nosso sofrimento e que é melhor a gente sofrer quieto.
Engraçado, né? Eu ainda falo "os adultos" como se eu fosse super pré-adolescente e tivesse todo um percurso antes de chegar na fase adulta...
Deve ser porque eu nunca aceitei a vida adulta e fico sofrendo com os problemas advindos disso.
Na verdade, se tivessem me explicado o que era ser adulto e me dado a escolha de nunca me tornar um, acho que eu não estaria aqui escrevendo esse lixo.
O embaçado de ter que amadurecer é que não me deram a escolha. Simplesmente é minha obrigação...
Talvez o maior erro dos meus pais tenha sido me dar a possibilidade de escolher, ao invés de simplesmente me obrigar a fazer o que eles achassem que era melhor. Desse jeito, eu cresceria seguindo ordens e perfeitamente quadrado pra esse mundo bosta que é o nosso.
Seria só mais uma engrenagem da bosta do sistema, sim. Mas que que adianta não querer ser uma engrenagem e ter que ser mesmo assim?
É, pai e mãe. Me perdoem, mas eu sou um fracasso.
Sou um punhado de fracassos e doenças mentais acumulados num corpo ocupando espaço e gastando recursos naturais e financeiros.
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
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