segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Slaughterhouse - KillSonik ♪


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Uma musiquinha de halloween pra vocês :)

Oi (101)

queria anotar algumas coisas meio triviais sobre os últimos dias:

  • descobri que prints podem servir pra guardar momentos que aconteceram no mundo virtual, tanto pra rir depois como pra lembrar e refletir. no fim das contas, o print é muito mais parecido com a fotografia do que eu havia imaginado ou valorizado até então.
  • venho descobrindo formas de amor muito complexas e muito interessantes. queria escrever mais sobre, mas sempre me saboto e "nhe", acabo mão escrevendo.
  • o tempo vem se tornando um referencial cada vez mais mundano e, na minha busca por deus, acabo me afastando desse tipo de noção. o que é meio ruim...
  • tenho desvendado mais a profundeza do meu oceano particular, até tenho me arriscado a navegar por novas águas interpessoais. acho prazeroso, mas perigoso, mas prazeroso, e assim por diante.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Eu queria escrever qualquer merda sobre o quão doente essa sociedade é
Pessoas claramente doentes e alienadas querem olhar pra mim e me taxar de doente
Fico pensando se querem que eu seja doente como eles para não se sentirem sozinhos
Ou se querem me taxar de doente para eles próprios se sentirem melhores

Eu sei que pessoas doentes não se reconhecem doentes, ou demoram muito pra aceitar isso
Mas não consigo entender como eu, completamente capaz de mim mesmo, posso ser doente
Entendo que eu tenha meus momentos extremos, mas querem usar isso pra me convencer
Querem olhar pra mim, enquanto estou perfeitamente bem e me fazer questionar se estou bem

E de tanto tentarem, vão acabar me convencendo disso.
Vou acabar me tornando mais um robozinho remediado contra doenças que não existem
Mais uma pessoinha sem nada na cabeça, incapaz de lidar com a vida escrota que leva
Um viciado, drogado, criado por esse sistema escroto pra render dinheiro no bolso de alguém

Quero essa vida pra mim
Ganhar dinheiro apontando na cara das pessoas e abaixando a alto estima delas
Ganhando pra mim o dinheiro que elas podiam investir em um hobby, em uma viagem, em um jantar
Convencendo elas de que elas precisam coisas que elas não precisam

Aí vou fundar o Associação Das Pessoas Doentes e ganhar mais dinheiro
Vou cobrar pra se filiarem e darei como retorno alguma coisa genérica que faça elas acharem que vale a pena
Como um clube, só que exclusivo para pessoas doentes
Como todos são doentes, não faria diferença nenhuma além de eu estar rico

Viver é o castigo dos que nasceram
lembro quando eu era mais novo, sempre me questionava se não era eu quem estava certo, enquanto os adultos estavam errados e tentando me convencer que o errado era eu
parece que eu sou mudo
e as pessoas são cegas
aí eu me sinto a única pessoa com alguma razão
enquanto todo mundo tenta me convencer do contrário
minha mãe está se tornando minha avó em seus aspectos ruins
eventualmente, eu me tornarei minha mãe nos mesmos aspectos

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Eu moro no centro, meio que num dos caminhos entre o centro e uma das periferias da cidade. É comum passar por aqui um cara sempre muito noiado e sozinho. Gesticula, fala alto, faz que tá armado, diz que vai matar fulano. Se você prestar atenção, vai se ligar que ele "está" assaltando alguém ou uma loja. Na cabeça dele, ele é O ladrão. Faz e acontece, toca o terror, mata sem dó. Lobo solitário, parece que busca vingança contra um sistema que claramente o negligenciou.

A gente tem esse hábito, né? De ignorar a loucura alheia. Quando para pra ouvir os outros, a gente se surpreende.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Oi (100)

Oi
Queria dizer que estou bem, obrigado
Tomei um café, daqueles potentes meus, então imagina a ansiedade
Mas o bom é que é uma ansiedade que anseia fazer algo
Então eu to no caminho de produzir e correr atrás
Faculdade? Pff, quem dera...
Mas nesse micromomento, quase madrugada de sábado, eu me permito
Obrigado e boa noite

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Vejo uma tempestade ao longe, no oceano
Outras coisas passam por mim, mas só tenho olhos para a tempestade
Tenho a ilusão de que sou capaz de fazê-la parar
Mas eu não sou
E não sei lidar com isso

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

às vezes, tudo que eu queria era destruir tudo ao meu redor
queria ter a força necessária pra destruir qualquer coisa que aparecesse diante de mim
queria destruir, explodir, desintegrar

às vezes, eu sinto que sou uma maça energética potencial
tem potência dentro de mim, energia alimentada pelo ódio e pela tristeza e fica contida em mim
essa energia precisa desesperadamente fluir pra algum lugar

nesses momentos, eu sinto que posso explodir
não sou uma bomba relógio, sou mais como um corpo extremamente denso e instável
sou emoções demais contidas num corpo tão pequeno

sábado, 17 de setembro de 2016

Oi (99)

Só pra registrar um acontecimento com energias mais positivas que a última vez que postei:
Estava voltando do rolê pra casa, e perto de uma esquina percebi que uma jovem senhora negra se aproximava ao meu encontro, com a expressão de que iria me parar.
Antes de ela me abordar eu vi que ela carregava uma cesta e conforme me aproximei, vi que era uma cesta de trufas.
Ser abordado na rua em Pelotas é uma coisa que sempre me deixa muito desconfiado (porque se tem uma coisa que aprendi nessa cidade, é que não dá pra abaixar a guarda com facilidade). Mas ela vinha na minha direção tão decidida e os nossos olhares já haviam se trocado há uns bons dez metros de distância, o que reduz um tanto a possibilidade de um assalto.
Ela me parou e falou alguma coisa que eu não entendi. Deduzi que ela estivesse me oferecendo trufas.
Olhei para a cesta e em cima das trufas havia um papelzinho com alguns preços. R$2,50 era o mais baixo listado e eu deduzi que fosse o valor da unidade.
Pus a mão no bolso descrente e descobri que eu tinha R$5, que eu tinha colocado no bolso no dia anterior, sem a menor perspectiva de gastá-lo. Era só o dinheiro do ladrão, caso fosse necessário.
Por que não?
Mostrei o dinheiro sem saber exatamente o que eu faria e ela me perguntou "troco pra cinco?"
Respondi: Não. Eu quero duas!
Dei o dinheiro e escolhi duas trufas. Uma de cereja e uma de morango.
Essa senhora abriu um sorriso lindo. Me agradeceu e me puxou para um beijo no rosto.
Eu fiquei sem reação e muito sem jeito, mas retribui o gesto.
Agradeci, desejei tudo de bom, boas vendas e me fui. Quase podia ouvir a felicidade daquela senhora enquanto nos afastávamos, mesmo ela estando em silêncio.
O que sei dessa senhora é que ela tinha uma cesta de trufas, parecia ligeiramente alcoolizada e cheirava a cigarro.
Eu não sei o background dela. Não sei a sua origem, a sua história, os problemas que ela tem de enfrentar. Provavelmente não a verei de novo.
O que sei é que, de alguma forma, alegrei o dia daquela senhora. E ela alegrou o meu também.


sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Oi (98)

Se você me segue no Twitter, você deve saber que tem uns meses que eu to na bosta.
E eu to muito puto enquanto escrevo, então provavelmente tudo vá soar dez vezes pior do que deve ser.
Se bem que foda-se, né? Porque na verdade tudo é sempre menos pior do que a gente sente.
É assim que os adultos fazem a gente perceber que o universo não se importa com o nosso sofrimento e que é melhor a gente sofrer quieto.
Engraçado, né? Eu ainda falo "os adultos" como se eu fosse super pré-adolescente e tivesse todo um percurso antes de chegar na fase adulta...
Deve ser porque eu nunca aceitei a vida adulta e fico sofrendo com os problemas advindos disso.
Na verdade, se tivessem me explicado o que era ser adulto e me dado a escolha de nunca me tornar um, acho que eu não estaria aqui escrevendo esse lixo.
O embaçado de ter que amadurecer é que não me deram a escolha. Simplesmente é minha obrigação...
Talvez o maior erro dos meus pais tenha sido me dar a possibilidade de escolher,  ao invés de simplesmente me obrigar a fazer o que eles achassem que era melhor. Desse jeito, eu cresceria seguindo ordens e perfeitamente quadrado pra esse mundo bosta que é o nosso.
Seria só mais uma engrenagem da bosta do sistema, sim. Mas que que adianta não querer ser uma engrenagem e ter que ser mesmo assim?
É, pai e mãe. Me perdoem, mas eu sou um fracasso.
Sou um punhado de fracassos e doenças mentais acumulados num corpo ocupando espaço e gastando recursos naturais e financeiros.

domingo, 14 de agosto de 2016

bandas mortas

Uma banda é como um casamento. É um grupo de pessoas que precisa de sintonia e entrosamento para poder produzir música. Aquela DR no ensaio afeta a performance do grupo, por exemplo, e o diálogo entre os membros é essencial pra que a banda se mantenha forte. Eventualmente, alguns membros percebem que não podem mais trabalhar juntos, ou que seus projetos pessoais estão a frente da banda, causando rompimentos. Também a própria dificuldade financeira pode afetar o rendimento do grupo, e ele se desfaz. Algumas bandas se desfazem e seus integrantes mantêm contato, continuam amigos, enquanto outras rompem e seus integrantes preferem nunca mais se encarar nos olhos.

Exemplos não faltam, mas só pra citar alguns:

  • A Lovehatehero se desfez e seus integrantes continuam grandes amigos. O motivo foi que os integrantes tinham objetivos profissionais distintos. Alguns continuaram trabalhando com música, outros mudaram de carreira.
  • A Fresno mudou de formação várias vezes. Seu único membro original é o frontman da banda.
  • A Escape The Fate teve problemas com o vocalista original da banda (Ronie Radke), que também era o frontman. Chutaram ele e arrumaram outro vocalista (Craig Mabbitt), o que mudou radicalmente o estilo da banda. Por outro lado, o antigo vocalista formou uma banda nova (Falling In Reverse), cujo primeiro álbum era quase exclusivamente sobre ter sido abandonado pelos próprios amigos do grupo anterior.
  • A Asking Alexandria trocou de vocalista, por divergências entre os frontmen. Ben Bruce (guitarrista) queria continuar com o metalcore, que era o som original da banda, enquanto Dan Worsnop (ex-vocalista) trazia cada vez mais tendências do glam metal para o grupo. A solução foi se separarem para ambos poderem seguir seus projetos.
  • A Suicide Silence perdeu o seu vocalista e frontman (Mitch Lucker) num acidente de moto. O substituíram por um outro vocalista que atende ao mesmo estilo que Mitch dava ao grupo, embora se note algumas mudanças.


Bom, mas nesse texto eu queria falar sobre bandas mortas.

Eu estou chamando de "bandas mortas" as bandas que acabaram, por qualquer motivo que seja. O trabalho de uma banda é resultado da sincronia e cumplicidade das pessoas que formam a banda. Você pode não gostar de uma banda, achar o som ruim, mas independente disso o trabalho do grupo se deve ao entrosamento de seus membros. Pense numa banda como um álbum de fotos de tudo de bom que um casamento passou. Mesmo que o casamento acabe, as fotos ficam. São o resultado do trabalho e dedicação que aquelas pessoas tiveram umas com as outras.

O que me deixa triste de descobrir bandas mortas é saber que por algum motivo o grupo se desfez e aquela harmonia que tinham juntos se perdeu. O que me deixa feliz é que muitas vezes descubro sons que gosto e consigo sentir a afinidade de seus integrantes para produzir aquele trabalho. Sempre escuto essas bandas com um gosto de quem olha pra um momento muito bom do passado, dividido pela tristeza de saber que esse tempo não volta e pela felicidade de testemunhar o resultado de uma união tão boa.
Todos os dias, eu rezo ao Caos
Peço a ele por um milagre

RolêCast #1 (ainda por escrito)

[01:27, 6/7/2016] Chu:
- Debate u.u Nossa, vou ter que parar o trabalho =.= Mas debate...

[01:28, 6/7/2016] Drunga:
- Tema?

[01:28, 6/7/2016] Chu:
- It's kinda leite... Voto por problematização, e vocês?

[01:28, 6/7/2016] Drunga:
- Pode ser.

[01:29, 6/7/2016] Chala:
- Problematizar a problematização, e ainda tem gente que diz que não se faz filosofia fora da academia, pff... Isso aqui é metafilosofia pura.

[01:30, 6/7/2016] Nicolas:
- Em química, tudo com meta é desidratado. Meta anfetamina, por exemplo

[01:31, 6/7/2016] Chu:
- Meudeus! Nicolas = ciência inútil.

[01:31, 6/7/2016] Chala:
- É a filosofia feita no deserto...

[01:31, 6/7/2016] Drunga:
- HAHSHAHSHAHA Nossa, chala...

[01:31, 6/7/2016] Chu:
- Nossa senhora .-.

[01:31, 6/7/2016] Drunga:
- Chu, começa o debate vai HAIUHSIui

[01:31, 6/7/2016] Nicolas:
- Espera eu fazer um miojo?

[01:31, 6/7/2016] Chu:
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAaaa! Porra, véi uashuahsasuh

[01:32, 6/7/2016] Nicolas:
- To zuando hahaha

[01:32, 6/7/2016] Chu:
- Vou botar ordem nessa espelunca!

[01:32, 6/7/2016] Chala:
- Adoro quando você usa essas palavras xD

[01:33, 6/7/2016] Nicolas:
- O Chu leva as coisas a sério demais, precisa de mais James Baxter na vida dele.

[01:33, 6/7/2016] Chala:
- husaHuAshuaa Jaaaames Baxter!

[01:33, 6/7/2016] Chu:
- É que se eu não levo a sério, eu não faço :( Who's James Baxter? Me soa familiar :T

[01:34, 6/7/2016] Nicolas:
- Hora de Aventura,  um cavalo em cima de uma bola.

[01:34, 6/7/2016] Chu:
- Ah, podepá aushuashuashasuhusa
Ok, vai: de início, eu achei que problematização ia ser difícil de problematizar, porque eu pensei que a gente não ia conseguir se estender muito. Aí nos últimos dias eu fiquei pensando sobre o tema e encontrei algumas dúvidas que eu queria por na roda, depois de ouvir a Drunga explicar o que é problematizar. porque como homem "branco", hétero, cis, classe média, eu não me sinto muito no direito de questionar a problematização alheia...

[01:36, 6/7/2016] Drunga:
- A Drunga é o dicionário do debate, no caso eu mesma.

[01:37, 6/7/2016] Chu:
- "A Drunga é o dicionário do debate", justamente. Então, dicionarize-nos!

[01:38, 6/7/2016] Nicolas:
- Amei essa palavra.

[01:38, 6/7/2016] Chu:
- Foda, né?

[01:39, 6/7/2016] Drunga:
- Não sei explicar o que é porque pra mim é meio óbvio, fui no tio gugou.
Problematizar: 1) é desprender-se criando uma distância crítica que nos permita não ser mais engolidos nem escravizados pelo que produzimos. 2) Ato de criar um determinado problema, situação.
...
Achei uma melhor: Atribuir natureza ou caráter de problema a: problematizar um assunto banal.
Fazer com que fique problemático; tornar complicado; complicar: vive problematizando a vida com péssimos relacionamentos. Fazer questionamentos ou colocar dúvidas; questionar: problematizar um ponto.

[01:40, 6/7/2016] Chala:
- Uma sugestão: o que é um problema?

[01:41, 6/7/2016] Nicolas:
- Logo existem dois pontos de problematizar, pelo que eu entendi...
A: você cria o problema em algo que supostamente não tinha.
B: analisar de modo mais critico algo que tem um problema que pode passar despercebido para certo grupo de pessoas (héteros ou brancos, por exemplo).

[01:42, 6/7/2016] Chu:
- Ponto importante esse, Nicolas. eu tava querendo falar isso, mas não tava achando as palavras uhasuhas e acho que esse ponto bate na questão que o Chala tinha levantado. Alguém consegue responder a pergunta do Chala? ou o próprio Chala quer elaborar?
Aliás, eu complementaria a pergunta do Chala com: é um problema para quem?

[01:45, 6/7/2016] Nicolas:
- O problema em si é algo difícil de falar o que é.

[01:47, 6/7/2016] Drunga:
- Problema pra mim é quando algo me perturba, me incomoda e me faz mal de alguma maneira,
e algo que é problema pra mim pode não ser pra vocês, por exemplo: sair de short curto.

[01:47, 6/7/2016] Chu:
- Esse debate vai ser truncado uahsuahs
Aham, e também tem coisas que podem se tornar problemas, né? Eu hoje me incomodo com pontos machistas, e antes passava despercebido.

[01:49, 6/7/2016] Nicolas:
- Até xingamentos capacitistas se tornaram um problema pra mim.

[01:48, 6/7/2016] Chala:
- A colocação do Nicolas me faz pensar: quando "criamos" (ou expomos) um problema, é problema no sentido teórico ou prático?
No sentido teórico, penso numa questão que a princípio se apresenta como insolucionável. Prático, eu penso na concepção que a Drunga expôs: algo que perturba/incomoda.

[01:48, 6/7/2016] Chu:
- Qual é o sentido teórico?

[01:49, 6/7/2016] Drunga:
- Um problema teórico seria tipo dividir 0 por 0?

[01:49, 6/7/2016] Chala:
- Exemplo de problema teórico: o ser humano é livre?
- Exemplo de problema prático: não consigo sair na rua com roupa x sem receber ofensas.

[01:50, 6/7/2016] Chu:
- [Falando do problema teórico] Tem uma infinidade de respostas cabíveis aí, segundo uma infinidade de teorias, e a gente pode discutir isso até ano que vem.

[01:50, 6/7/2016] Chala:
- É só um exemplo pra contrastar com o problema pratico.

[01:50, 6/7/2016] Drunga:
- (Perceba a diferença de uma pessoa de humanas pra uma de exatas)

[01:51, 6/7/2016] Nicolas:
- Caralho, eu não pensei que ia ter algo pra falar sobre isso e estamos falando tudo isso só pra entender o que é problema, pra aí sim falar da problematização...

[01:51, 6/7/2016] Chu:
- Né?

[01:51, 6/7/2016] Drunga:
- Nicolas, você achou que não tinha o que falar sobre nudes também ahuishaisa

[01:51, 6/7/2016] Chu:
- O problema do assunto não é não ter o que falar, é que é profundo demais...
Ah, queria colocar mais uma coisa. Duas, na verdade... Não posso deixar de pensar que o problema varie de acordo com a situação e com as pessoas. Então, tudo pode ser problematizado porque tudo tem potencial de incomodar alguém em algum nível, e isso me faz pensar que as coisas que incomodam talvez não fossem tão incômodas se não fizessem parte de uma estrutura sistemática...
Acho que cheguei numa utopia uashuahs
Vou supor um absurdo, que foi o que veio na cabeça:
Uma sociedade onde seja de boas fazer piada de preto ladrão, mas onde ninguém de fato se importa com a cor de pele de ninguém. E a utopia disso tá no fato de que se ninguém se importa, a piada "preto ladrão" imediatamente desaparece. e voltamos a onde eu comecei: tudo pode ser problematizado por alguém em algum momento. Aí, tenho uma dúvida (mais uma): toda problematização é válida?

[01:56, 6/7/2016] Nicolas:
- Mas problematizar é: apontar um problema que passou despercebido ou inventar um problema?

[01:57, 6/7/2016] Chu:
- Acho que não dá pra inventar um problema do nada oõ

[01:57, 6/7/2016] Drunga:
- Eu faço parte de um grupo no Facebook que uma vez surgiu um tópico: ''as piores problematizações que vc já viu''. Teve gente comentando até que criar gato era apropriação cultural (sim eu fui no post do grupo ver isso pq tem cada coisa que eu to ?!?!?!?!).
Problematizar é apontar um problema em uma situação x.

[01:57, 6/7/2016] Nicolas:
- Drunga acabou de dar um exemplo hahaha

[01:57, 6/7/2016] Drunga:
- Mais um do post ''gente dizendo que gostar de frio é eurocentrismo''

[01:58, 6/7/2016] Chu:
- É, então, eu pensei aqui: a galera que não se sente representada num governo democrático e quer uma ditadura tá problematizando uma situação que incomoda eles.

[01:58, 6/7/2016] Nicolas:
- Problematizar virou um verbete de mimimi, e não de debate...

[01:58, 6/7/2016] Drunga:
- Problematizaram colocar nome de comida em animal de estimação. Falaram que feijoada vegana era apropriação cultural...
Tá, parei...

[01:58, 6/7/2016] Chu:
- aushuash Drunga está trazendo problemas pro debate uashuas
Esse vai ser o debate das perguntas...

[01:59, 6/7/2016] Drunga:
- Estou dando exemplos de problematizadores descontrolados.

[01:59, 6/7/2016] Chu:
- Tá difícil achar respostas uashaush

[02:00, 6/7/2016] Drunga:
- Respondendo o Chu ali em cima: Não acho que toda problematização seja válida. Esses exemplos que eu dei ali não são válidos.

[02:01, 6/7/2016] Chu:
- Certo, concordo. Mas não dá pra dizer que não existe um valor moral na nossa não validação dessas problematizações. Agora, valor moral é uma coisa muito complicada...

[02:04, 6/7/2016] Drunga:
- Não vamos entrar em valor moral D:
...
''O amigo de uma menina disse que o snapchat que deixava o povo com cara de tomate era problemático, porque muita gente não tem o que comer e se sentiria ofendido. HAHAHA''
GENTE HIUASHAIUSA

[02:05, 6/7/2016] Chala:
- Parece que avançamos no seguinte (me corrijam se estiver errado): problematizar envolve necessariamente contestar um costume.

[02:05, 6/7/2016] Chu:
- Isso, Chala

[02:05, 6/7/2016] Drunga:
- Sim, chala

[02:05, 6/7/2016] Nicolas:
- SIM!

[02:05, 6/7/2016] Chu:
- lol, consenso enfim aushuahs

[02:06, 6/7/2016] Chala:
- htaahuash

[02:06, 6/7/2016] Nicolas:
- Problematizar então é: expor um ponto, para gerar reflexão, sendo esse ponto válido ou não. Levando a validez do ponto em consideração ao valor moral de quem está sendo exposto à problematização.

[02:07, 6/7/2016] Drunga:
- Isso, Nicolas

[02:07, 6/7/2016] Chu:
- Válido ou não = problematizar é um exercício independente do julgamento moral.
MEUDEUS, vamos enlouquecer

[02:08, 6/7/2016] Nicolas:
- Hahahaha

[02:08, 6/7/2016] Chala:
- Independe do julgamento moral?

[02:08, 6/7/2016] Nicolas:
- Sim.

[02:09, 6/7/2016] Chala:
- Acredito que envolva tomar partido ideológico e, eventualmente, propor uma moral.

[02:09, 6/7/2016] Chu:
- Quis dizer: problematizar é uma ação, apenas. O problema levantado é que vai exigir julgamento moral.

[02:09, 6/7/2016] Nicolas:
- Seu julgamento moral conta na sua opinião sobre a problematização.

[02:09, 6/7/2016] Chu:
- Isso Nicolas.

[02:09, 6/7/2016] Nicolas:
- Existem dois pontos aí chu. Tem a pessoa que problematiza ( a qual acredito o Chala estar falando), e a pessoa que interpreta (a que o chu está falando).

[02:10, 6/7/2016] Chu:
- Pootz, sim :X

[02:10, 6/7/2016] Chala:
- Por exemplo, marxistas problematizaram a crença de que a desigualdade era causada pela natureza ou por algum agente sobrenatural.

[02:10, 6/7/2016] Drunga:
- Nossa...

[02:11, 6/7/2016] Chala:
- Isso implicou em taxar de imoral aqueles que detinham meios de produção e eram causadores reais da desigualdade.

[02:11, 6/7/2016] Chu:
- Aham.

 [02:11, 6/7/2016] Nicolas:
- Problematizar é o ato de expor um ponto, o julgamento moral dos participantes do debate é independente.

[02:12, 6/7/2016] Chu:
- Mas para problematizar, é necessário um julgamento moral. moral>problematização>moral...

[02:12, 6/7/2016] Nicolas:
- Sim, mas o ato de fazê-lo não.

[02:12, 6/7/2016] Chu:
- Aham. Ó, já concluímos duas coisas...

[02:13, 6/7/2016] Chala:
- O ato de problematizar não implica tomar uma determinada perspectiva moral? Não entendi como funcionaria.

[02:13, 6/7/2016] Drunga:
- O ato de problematizar precisa sim de um julgamento moral, senão não faz sentido.

[02:14, 6/7/2016] Chu:
- Vocês tem razão .-.

[02:14, 6/7/2016] Drunga:
- ''Ah to problematizando aqui de boas porque to com fome'' seria tipo isso? E não porque a moral da pessoa acusou aquilo de estar errado?

 [02:14, 6/7/2016] Chala:
- A menos que problematizar seja apenas levantar a questão e suspender crenças antes tidas como certas.

[02:15, 6/7/2016] Chu:
- Mas não tem como levantar a questão sem moral...

[02:15, 6/7/2016] Nicolas:
- Mas o que quis dizer, é que o tipo de moral da pessoa não interfere em problematizar, Se ela é de esquerda ou direita, saca?

[02:15, 6/7/2016] Chala:
- Daí de fato parece independer de uma moral.

[02:15, 6/7/2016] Chu:
- Mas é a moral que vai fazer levantar a questão.

[02:15, 6/7/2016] Chala:
- Aaah, isso sim. Um fascista pode problematizar.

[02:15, 6/7/2016] Nicolas:
- Sim.

[02:15, 6/7/2016] Drunga:
- Gente, você só problematiza uma coisa que pra você ta errado e com a intenção de mudar o ponto de vista de outras pessoas.

[02:15, 6/7/2016] Chu:
- Aham.

[02:15, 6/7/2016] Nicolas:
- Não necessariamente errado. Bolsonaro problematiza o fato de não vivermos em ditadura, e o fato de não poder torturar. Isso que queria dizer...

[02:16, 6/7/2016] Chala:
- Talvez problematizar não implique em concluir nada. Mas tão somente suspender nossas crenças sobre determinado assunto, antes tidas como óbvias.

[02:16, 6/7/2016] Chu:
- Isso!

[02:16, 6/7/2016] Drunga:
- Tá, uma coisa que você concorda, que pra você é moralmente errado.

[02:16, 6/7/2016] Nicolas:
- Sim.
Problematizar é se opor a algo em argumentos, num meio social que aquilo é tido como absoluto. Sendo isso explícito ou não...

[02:17, 6/7/2016] Drunga:
- Nicolas a gente ta falando a mesma coisa.

[02:17, 6/7/2016] Chala:
- Ou pelo menos dominante.

[02:18, 6/7/2016] Nicolas:
- Eu to tentando fazer miniconclusões pra eu entender melhor hahaha

[02:18, 6/7/2016] Drunga:
- Ah, sim ahsha

 [02:18, 6/7/2016] Chala:
- Mas será que implica mesmo tomar uma posição? Talvez a tomada de posição venha depois.

[02:18, 6/7/2016] Chu:
- A tomada de posição seria o julgamento moral. Ou uma das formas de julgamento moral.

[02:18, 6/7/2016] Nicolas:
- Meudeus, quero debates em mesas de bar.

[02:18, 6/7/2016] Chu:
- Em mesa de bar não dá pra gravar :(

[02:19, 6/7/2016] Chala:
- Talvez problematizar seja levantar a possibilidade de uma crença dominante ser falsa... Mas sem tomá-la como imediatamente falsa. Eventualmente no fim da problematização, a crença dominante pode se fortalecer.

[02:19, 6/7/2016] Chu:
- Sim sim. Mas a dominância da crença ainda depende do meio.

[02:19, 6/7/2016] Nicolas:
- Crença dominante em X meio.

 [02:20, 6/7/2016] Nicolas:
- A problematização é jogar água em um vulcão, ou um fósforo no balde de água.

[02:20, 6/7/2016] Chu:
- Explica melhor, Nicolas .-.

[02:21, 6/7/2016] Nicolas:
- É uma fagulha opositora a um meio dominante.

[02:21, 6/7/2016] Chala:
- Não sei se implica oposição... pode significar uma temporária neutralidade (pelo menos na intenção).

[02:21, 6/7/2016] Drunga:
- Nossa eu tava entendendo, aí o Nicolas veio com o balde de água...

[02:21, 6/7/2016] Nicolas:
- Verdade...

[02:21, 6/7/2016] Chu:
- aushashu

[02:21, 6/7/2016] Nicolas:
- Hahahaha

[02:21, 6/7/2016] Chu:
- "Temporária neutralidade"... Bom nome de música.

[02:21, 6/7/2016] Chala:
- husahuas

[02:22, 6/7/2016] Nicolas:
- Parece um filme sobre corrupção.

[02:22, 6/7/2016] Chu:
- Eu quase consigo ouvir os nossos cérebros pensando.  Eu to há vinte minutos tentando formular uma pergunta e não acho as palavras...
Falando de sistema, só dá pra problematizar uma estrutura de poder quando vc tem algum poder de voz nessa estrutura.

[02:23, 6/7/2016] Nicolas:
- Por mim, acredito já ter acabado haahaha

[02:24, 6/7/2016] Drunga:
- Eu não to entendendo onde essa discussão ta indo...

[02:24, 6/7/2016] Chu:
- Também não, Drunga .-.

[02:24, 6/7/2016] Nicolas:
- [Respondendo Chu] Sim e não.

[02:24, 6/7/2016] Chu:
- Por que, Nicolas? Ah, não, desculpa! Me expressei mal.

[02:24, 6/7/2016] Nicolas:
- Tu pode problematizar algo em contexto nacional numa mesa de bar.

[02:25, 6/7/2016] Drunga:
- Aliás, você deve problematizar algo de contexto nacional no bar hauihsuai

[02:24, 6/7/2016] Chu:
- Aham, aham!
Eu quis dizer fazer a sua problematização ser ouvida. Por exemplo: a Internet permitiu que muita gente tivesse acesso a problematizações e estudasse questões e se empoderasse, mas também permite que gente ociosa problematize coisas idiotas.

[02:25, 6/7/2016] Nicolas:
- Tu precisa veicular sua problematização. Quando não chega às outras pessoas isso tem um nome também: RESMUNGO.

[02:26, 6/7/2016] Chu:
- Então, a minha questão é que a ditadura se faz em cima disso. Você inviabiliza que as pessoas veiculem suas problematizações.

[02:26, 6/7/2016] Nicolas:
- Ah, sim.

[02:27, 6/7/2016] Chu:
- Gente, eu to sinceramente com a cabeça doendo .-.

[02:27, 6/7/2016] Drunga:
- Gente, eu to sinceramente com a cabeça desligando .-.
Sério mesmo, eu não to entendendo onde esse tema tá indo hauishuia

[02:28, 6/7/2016] Chu:
- Eu acho que a gente podia encerrar :/
Mas ó, a gente dissecou o tema. foi interessante, mas foi meio inútil aushuash
A gente ficou correndo em círculos haha
Mentira, não foi inútil, a gente abriu várias dúvidas.

[02:29, 6/7/2016] Chala:
- Teve mais filosofia que minhas aulas.

[02:29, 6/7/2016] Chu:
- E são coisas que vão mudar o meu modo de encarar problematizações e julgá-las moralmente.
ISSO É FILOSOFIA, PORRA!

[02:29, 6/7/2016] Nicolas:
- Sim, rodamos em círculos, mas conhecemos mais o caminho a cada volta.

[02:29, 6/7/2016] Chu:
- Filosofia se faz com os miges no whatsapp, mané academia.

[02:30, 6/7/2016] Drunga:
- Que profundo esse fechamento.

[02:30, 6/7/2016] Chu:
- Profundidade é nosso nome do meio.

[02:30, 6/7/2016] Drunga:
- Queria deixar vcs com esse texto que eu não li mas é sobre isso (e eu precisava salvar em algum lugar pra ler depois).

[ http://www.uel.br/grupo-estudo/geeep/pages/sintese-das-discussoes/a-metodologia-da-problematizacao-e-suas-etapas.php ]

[02:31, 6/7/2016] Chu:
- Queria recomendar a leitura desse livro que eu não li, mas vocês vão curtir, tá?

[02:31, 6/7/2016] Drunga:
- Gente é metodologia de problematização HUIASHIUHSUIA

[02:31, 6/7/2016] Chu:
- Quero mais desses debates.

[02:33, 6/7/2016] Chalaça:
- Foi muito massa :D

[02:31, 6/7/2016] Chu:
- Só não digo pra fazer agora porque a cabeça tá girando e tenho que terminar o trabalho u.u
Próximo tema: relacionamentos.

[02:33, 6/7/2016] Drunga:
- Isso! e depois legalização de drogas

[02:33, 6/7/2016] Chu:
- Nó! Só assunto suave.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Entre ansiedade e depressão, descobri na música a minha válvula de escape
Como um escapismo mesmo. Ela me tira daquilo que está me matando