domingo, 14 de agosto de 2016

RolêCast #1 (ainda por escrito)

[01:27, 6/7/2016] Chu:
- Debate u.u Nossa, vou ter que parar o trabalho =.= Mas debate...

[01:28, 6/7/2016] Drunga:
- Tema?

[01:28, 6/7/2016] Chu:
- It's kinda leite... Voto por problematização, e vocês?

[01:28, 6/7/2016] Drunga:
- Pode ser.

[01:29, 6/7/2016] Chala:
- Problematizar a problematização, e ainda tem gente que diz que não se faz filosofia fora da academia, pff... Isso aqui é metafilosofia pura.

[01:30, 6/7/2016] Nicolas:
- Em química, tudo com meta é desidratado. Meta anfetamina, por exemplo

[01:31, 6/7/2016] Chu:
- Meudeus! Nicolas = ciência inútil.

[01:31, 6/7/2016] Chala:
- É a filosofia feita no deserto...

[01:31, 6/7/2016] Drunga:
- HAHSHAHSHAHA Nossa, chala...

[01:31, 6/7/2016] Chu:
- Nossa senhora .-.

[01:31, 6/7/2016] Drunga:
- Chu, começa o debate vai HAIUHSIui

[01:31, 6/7/2016] Nicolas:
- Espera eu fazer um miojo?

[01:31, 6/7/2016] Chu:
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAaaa! Porra, véi uashuahsasuh

[01:32, 6/7/2016] Nicolas:
- To zuando hahaha

[01:32, 6/7/2016] Chu:
- Vou botar ordem nessa espelunca!

[01:32, 6/7/2016] Chala:
- Adoro quando você usa essas palavras xD

[01:33, 6/7/2016] Nicolas:
- O Chu leva as coisas a sério demais, precisa de mais James Baxter na vida dele.

[01:33, 6/7/2016] Chala:
- husaHuAshuaa Jaaaames Baxter!

[01:33, 6/7/2016] Chu:
- É que se eu não levo a sério, eu não faço :( Who's James Baxter? Me soa familiar :T

[01:34, 6/7/2016] Nicolas:
- Hora de Aventura,  um cavalo em cima de uma bola.

[01:34, 6/7/2016] Chu:
- Ah, podepá aushuashuashasuhusa
Ok, vai: de início, eu achei que problematização ia ser difícil de problematizar, porque eu pensei que a gente não ia conseguir se estender muito. Aí nos últimos dias eu fiquei pensando sobre o tema e encontrei algumas dúvidas que eu queria por na roda, depois de ouvir a Drunga explicar o que é problematizar. porque como homem "branco", hétero, cis, classe média, eu não me sinto muito no direito de questionar a problematização alheia...

[01:36, 6/7/2016] Drunga:
- A Drunga é o dicionário do debate, no caso eu mesma.

[01:37, 6/7/2016] Chu:
- "A Drunga é o dicionário do debate", justamente. Então, dicionarize-nos!

[01:38, 6/7/2016] Nicolas:
- Amei essa palavra.

[01:38, 6/7/2016] Chu:
- Foda, né?

[01:39, 6/7/2016] Drunga:
- Não sei explicar o que é porque pra mim é meio óbvio, fui no tio gugou.
Problematizar: 1) é desprender-se criando uma distância crítica que nos permita não ser mais engolidos nem escravizados pelo que produzimos. 2) Ato de criar um determinado problema, situação.
...
Achei uma melhor: Atribuir natureza ou caráter de problema a: problematizar um assunto banal.
Fazer com que fique problemático; tornar complicado; complicar: vive problematizando a vida com péssimos relacionamentos. Fazer questionamentos ou colocar dúvidas; questionar: problematizar um ponto.

[01:40, 6/7/2016] Chala:
- Uma sugestão: o que é um problema?

[01:41, 6/7/2016] Nicolas:
- Logo existem dois pontos de problematizar, pelo que eu entendi...
A: você cria o problema em algo que supostamente não tinha.
B: analisar de modo mais critico algo que tem um problema que pode passar despercebido para certo grupo de pessoas (héteros ou brancos, por exemplo).

[01:42, 6/7/2016] Chu:
- Ponto importante esse, Nicolas. eu tava querendo falar isso, mas não tava achando as palavras uhasuhas e acho que esse ponto bate na questão que o Chala tinha levantado. Alguém consegue responder a pergunta do Chala? ou o próprio Chala quer elaborar?
Aliás, eu complementaria a pergunta do Chala com: é um problema para quem?

[01:45, 6/7/2016] Nicolas:
- O problema em si é algo difícil de falar o que é.

[01:47, 6/7/2016] Drunga:
- Problema pra mim é quando algo me perturba, me incomoda e me faz mal de alguma maneira,
e algo que é problema pra mim pode não ser pra vocês, por exemplo: sair de short curto.

[01:47, 6/7/2016] Chu:
- Esse debate vai ser truncado uahsuahs
Aham, e também tem coisas que podem se tornar problemas, né? Eu hoje me incomodo com pontos machistas, e antes passava despercebido.

[01:49, 6/7/2016] Nicolas:
- Até xingamentos capacitistas se tornaram um problema pra mim.

[01:48, 6/7/2016] Chala:
- A colocação do Nicolas me faz pensar: quando "criamos" (ou expomos) um problema, é problema no sentido teórico ou prático?
No sentido teórico, penso numa questão que a princípio se apresenta como insolucionável. Prático, eu penso na concepção que a Drunga expôs: algo que perturba/incomoda.

[01:48, 6/7/2016] Chu:
- Qual é o sentido teórico?

[01:49, 6/7/2016] Drunga:
- Um problema teórico seria tipo dividir 0 por 0?

[01:49, 6/7/2016] Chala:
- Exemplo de problema teórico: o ser humano é livre?
- Exemplo de problema prático: não consigo sair na rua com roupa x sem receber ofensas.

[01:50, 6/7/2016] Chu:
- [Falando do problema teórico] Tem uma infinidade de respostas cabíveis aí, segundo uma infinidade de teorias, e a gente pode discutir isso até ano que vem.

[01:50, 6/7/2016] Chala:
- É só um exemplo pra contrastar com o problema pratico.

[01:50, 6/7/2016] Drunga:
- (Perceba a diferença de uma pessoa de humanas pra uma de exatas)

[01:51, 6/7/2016] Nicolas:
- Caralho, eu não pensei que ia ter algo pra falar sobre isso e estamos falando tudo isso só pra entender o que é problema, pra aí sim falar da problematização...

[01:51, 6/7/2016] Chu:
- Né?

[01:51, 6/7/2016] Drunga:
- Nicolas, você achou que não tinha o que falar sobre nudes também ahuishaisa

[01:51, 6/7/2016] Chu:
- O problema do assunto não é não ter o que falar, é que é profundo demais...
Ah, queria colocar mais uma coisa. Duas, na verdade... Não posso deixar de pensar que o problema varie de acordo com a situação e com as pessoas. Então, tudo pode ser problematizado porque tudo tem potencial de incomodar alguém em algum nível, e isso me faz pensar que as coisas que incomodam talvez não fossem tão incômodas se não fizessem parte de uma estrutura sistemática...
Acho que cheguei numa utopia uashuahs
Vou supor um absurdo, que foi o que veio na cabeça:
Uma sociedade onde seja de boas fazer piada de preto ladrão, mas onde ninguém de fato se importa com a cor de pele de ninguém. E a utopia disso tá no fato de que se ninguém se importa, a piada "preto ladrão" imediatamente desaparece. e voltamos a onde eu comecei: tudo pode ser problematizado por alguém em algum momento. Aí, tenho uma dúvida (mais uma): toda problematização é válida?

[01:56, 6/7/2016] Nicolas:
- Mas problematizar é: apontar um problema que passou despercebido ou inventar um problema?

[01:57, 6/7/2016] Chu:
- Acho que não dá pra inventar um problema do nada oõ

[01:57, 6/7/2016] Drunga:
- Eu faço parte de um grupo no Facebook que uma vez surgiu um tópico: ''as piores problematizações que vc já viu''. Teve gente comentando até que criar gato era apropriação cultural (sim eu fui no post do grupo ver isso pq tem cada coisa que eu to ?!?!?!?!).
Problematizar é apontar um problema em uma situação x.

[01:57, 6/7/2016] Nicolas:
- Drunga acabou de dar um exemplo hahaha

[01:57, 6/7/2016] Drunga:
- Mais um do post ''gente dizendo que gostar de frio é eurocentrismo''

[01:58, 6/7/2016] Chu:
- É, então, eu pensei aqui: a galera que não se sente representada num governo democrático e quer uma ditadura tá problematizando uma situação que incomoda eles.

[01:58, 6/7/2016] Nicolas:
- Problematizar virou um verbete de mimimi, e não de debate...

[01:58, 6/7/2016] Drunga:
- Problematizaram colocar nome de comida em animal de estimação. Falaram que feijoada vegana era apropriação cultural...
Tá, parei...

[01:58, 6/7/2016] Chu:
- aushuash Drunga está trazendo problemas pro debate uashuas
Esse vai ser o debate das perguntas...

[01:59, 6/7/2016] Drunga:
- Estou dando exemplos de problematizadores descontrolados.

[01:59, 6/7/2016] Chu:
- Tá difícil achar respostas uashaush

[02:00, 6/7/2016] Drunga:
- Respondendo o Chu ali em cima: Não acho que toda problematização seja válida. Esses exemplos que eu dei ali não são válidos.

[02:01, 6/7/2016] Chu:
- Certo, concordo. Mas não dá pra dizer que não existe um valor moral na nossa não validação dessas problematizações. Agora, valor moral é uma coisa muito complicada...

[02:04, 6/7/2016] Drunga:
- Não vamos entrar em valor moral D:
...
''O amigo de uma menina disse que o snapchat que deixava o povo com cara de tomate era problemático, porque muita gente não tem o que comer e se sentiria ofendido. HAHAHA''
GENTE HIUASHAIUSA

[02:05, 6/7/2016] Chala:
- Parece que avançamos no seguinte (me corrijam se estiver errado): problematizar envolve necessariamente contestar um costume.

[02:05, 6/7/2016] Chu:
- Isso, Chala

[02:05, 6/7/2016] Drunga:
- Sim, chala

[02:05, 6/7/2016] Nicolas:
- SIM!

[02:05, 6/7/2016] Chu:
- lol, consenso enfim aushuahs

[02:06, 6/7/2016] Chala:
- htaahuash

[02:06, 6/7/2016] Nicolas:
- Problematizar então é: expor um ponto, para gerar reflexão, sendo esse ponto válido ou não. Levando a validez do ponto em consideração ao valor moral de quem está sendo exposto à problematização.

[02:07, 6/7/2016] Drunga:
- Isso, Nicolas

[02:07, 6/7/2016] Chu:
- Válido ou não = problematizar é um exercício independente do julgamento moral.
MEUDEUS, vamos enlouquecer

[02:08, 6/7/2016] Nicolas:
- Hahahaha

[02:08, 6/7/2016] Chala:
- Independe do julgamento moral?

[02:08, 6/7/2016] Nicolas:
- Sim.

[02:09, 6/7/2016] Chala:
- Acredito que envolva tomar partido ideológico e, eventualmente, propor uma moral.

[02:09, 6/7/2016] Chu:
- Quis dizer: problematizar é uma ação, apenas. O problema levantado é que vai exigir julgamento moral.

[02:09, 6/7/2016] Nicolas:
- Seu julgamento moral conta na sua opinião sobre a problematização.

[02:09, 6/7/2016] Chu:
- Isso Nicolas.

[02:09, 6/7/2016] Nicolas:
- Existem dois pontos aí chu. Tem a pessoa que problematiza ( a qual acredito o Chala estar falando), e a pessoa que interpreta (a que o chu está falando).

[02:10, 6/7/2016] Chu:
- Pootz, sim :X

[02:10, 6/7/2016] Chala:
- Por exemplo, marxistas problematizaram a crença de que a desigualdade era causada pela natureza ou por algum agente sobrenatural.

[02:10, 6/7/2016] Drunga:
- Nossa...

[02:11, 6/7/2016] Chala:
- Isso implicou em taxar de imoral aqueles que detinham meios de produção e eram causadores reais da desigualdade.

[02:11, 6/7/2016] Chu:
- Aham.

 [02:11, 6/7/2016] Nicolas:
- Problematizar é o ato de expor um ponto, o julgamento moral dos participantes do debate é independente.

[02:12, 6/7/2016] Chu:
- Mas para problematizar, é necessário um julgamento moral. moral>problematização>moral...

[02:12, 6/7/2016] Nicolas:
- Sim, mas o ato de fazê-lo não.

[02:12, 6/7/2016] Chu:
- Aham. Ó, já concluímos duas coisas...

[02:13, 6/7/2016] Chala:
- O ato de problematizar não implica tomar uma determinada perspectiva moral? Não entendi como funcionaria.

[02:13, 6/7/2016] Drunga:
- O ato de problematizar precisa sim de um julgamento moral, senão não faz sentido.

[02:14, 6/7/2016] Chu:
- Vocês tem razão .-.

[02:14, 6/7/2016] Drunga:
- ''Ah to problematizando aqui de boas porque to com fome'' seria tipo isso? E não porque a moral da pessoa acusou aquilo de estar errado?

 [02:14, 6/7/2016] Chala:
- A menos que problematizar seja apenas levantar a questão e suspender crenças antes tidas como certas.

[02:15, 6/7/2016] Chu:
- Mas não tem como levantar a questão sem moral...

[02:15, 6/7/2016] Nicolas:
- Mas o que quis dizer, é que o tipo de moral da pessoa não interfere em problematizar, Se ela é de esquerda ou direita, saca?

[02:15, 6/7/2016] Chala:
- Daí de fato parece independer de uma moral.

[02:15, 6/7/2016] Chu:
- Mas é a moral que vai fazer levantar a questão.

[02:15, 6/7/2016] Chala:
- Aaah, isso sim. Um fascista pode problematizar.

[02:15, 6/7/2016] Nicolas:
- Sim.

[02:15, 6/7/2016] Drunga:
- Gente, você só problematiza uma coisa que pra você ta errado e com a intenção de mudar o ponto de vista de outras pessoas.

[02:15, 6/7/2016] Chu:
- Aham.

[02:15, 6/7/2016] Nicolas:
- Não necessariamente errado. Bolsonaro problematiza o fato de não vivermos em ditadura, e o fato de não poder torturar. Isso que queria dizer...

[02:16, 6/7/2016] Chala:
- Talvez problematizar não implique em concluir nada. Mas tão somente suspender nossas crenças sobre determinado assunto, antes tidas como óbvias.

[02:16, 6/7/2016] Chu:
- Isso!

[02:16, 6/7/2016] Drunga:
- Tá, uma coisa que você concorda, que pra você é moralmente errado.

[02:16, 6/7/2016] Nicolas:
- Sim.
Problematizar é se opor a algo em argumentos, num meio social que aquilo é tido como absoluto. Sendo isso explícito ou não...

[02:17, 6/7/2016] Drunga:
- Nicolas a gente ta falando a mesma coisa.

[02:17, 6/7/2016] Chala:
- Ou pelo menos dominante.

[02:18, 6/7/2016] Nicolas:
- Eu to tentando fazer miniconclusões pra eu entender melhor hahaha

[02:18, 6/7/2016] Drunga:
- Ah, sim ahsha

 [02:18, 6/7/2016] Chala:
- Mas será que implica mesmo tomar uma posição? Talvez a tomada de posição venha depois.

[02:18, 6/7/2016] Chu:
- A tomada de posição seria o julgamento moral. Ou uma das formas de julgamento moral.

[02:18, 6/7/2016] Nicolas:
- Meudeus, quero debates em mesas de bar.

[02:18, 6/7/2016] Chu:
- Em mesa de bar não dá pra gravar :(

[02:19, 6/7/2016] Chala:
- Talvez problematizar seja levantar a possibilidade de uma crença dominante ser falsa... Mas sem tomá-la como imediatamente falsa. Eventualmente no fim da problematização, a crença dominante pode se fortalecer.

[02:19, 6/7/2016] Chu:
- Sim sim. Mas a dominância da crença ainda depende do meio.

[02:19, 6/7/2016] Nicolas:
- Crença dominante em X meio.

 [02:20, 6/7/2016] Nicolas:
- A problematização é jogar água em um vulcão, ou um fósforo no balde de água.

[02:20, 6/7/2016] Chu:
- Explica melhor, Nicolas .-.

[02:21, 6/7/2016] Nicolas:
- É uma fagulha opositora a um meio dominante.

[02:21, 6/7/2016] Chala:
- Não sei se implica oposição... pode significar uma temporária neutralidade (pelo menos na intenção).

[02:21, 6/7/2016] Drunga:
- Nossa eu tava entendendo, aí o Nicolas veio com o balde de água...

[02:21, 6/7/2016] Nicolas:
- Verdade...

[02:21, 6/7/2016] Chu:
- aushashu

[02:21, 6/7/2016] Nicolas:
- Hahahaha

[02:21, 6/7/2016] Chu:
- "Temporária neutralidade"... Bom nome de música.

[02:21, 6/7/2016] Chala:
- husahuas

[02:22, 6/7/2016] Nicolas:
- Parece um filme sobre corrupção.

[02:22, 6/7/2016] Chu:
- Eu quase consigo ouvir os nossos cérebros pensando.  Eu to há vinte minutos tentando formular uma pergunta e não acho as palavras...
Falando de sistema, só dá pra problematizar uma estrutura de poder quando vc tem algum poder de voz nessa estrutura.

[02:23, 6/7/2016] Nicolas:
- Por mim, acredito já ter acabado haahaha

[02:24, 6/7/2016] Drunga:
- Eu não to entendendo onde essa discussão ta indo...

[02:24, 6/7/2016] Chu:
- Também não, Drunga .-.

[02:24, 6/7/2016] Nicolas:
- [Respondendo Chu] Sim e não.

[02:24, 6/7/2016] Chu:
- Por que, Nicolas? Ah, não, desculpa! Me expressei mal.

[02:24, 6/7/2016] Nicolas:
- Tu pode problematizar algo em contexto nacional numa mesa de bar.

[02:25, 6/7/2016] Drunga:
- Aliás, você deve problematizar algo de contexto nacional no bar hauihsuai

[02:24, 6/7/2016] Chu:
- Aham, aham!
Eu quis dizer fazer a sua problematização ser ouvida. Por exemplo: a Internet permitiu que muita gente tivesse acesso a problematizações e estudasse questões e se empoderasse, mas também permite que gente ociosa problematize coisas idiotas.

[02:25, 6/7/2016] Nicolas:
- Tu precisa veicular sua problematização. Quando não chega às outras pessoas isso tem um nome também: RESMUNGO.

[02:26, 6/7/2016] Chu:
- Então, a minha questão é que a ditadura se faz em cima disso. Você inviabiliza que as pessoas veiculem suas problematizações.

[02:26, 6/7/2016] Nicolas:
- Ah, sim.

[02:27, 6/7/2016] Chu:
- Gente, eu to sinceramente com a cabeça doendo .-.

[02:27, 6/7/2016] Drunga:
- Gente, eu to sinceramente com a cabeça desligando .-.
Sério mesmo, eu não to entendendo onde esse tema tá indo hauishuia

[02:28, 6/7/2016] Chu:
- Eu acho que a gente podia encerrar :/
Mas ó, a gente dissecou o tema. foi interessante, mas foi meio inútil aushuash
A gente ficou correndo em círculos haha
Mentira, não foi inútil, a gente abriu várias dúvidas.

[02:29, 6/7/2016] Chala:
- Teve mais filosofia que minhas aulas.

[02:29, 6/7/2016] Chu:
- E são coisas que vão mudar o meu modo de encarar problematizações e julgá-las moralmente.
ISSO É FILOSOFIA, PORRA!

[02:29, 6/7/2016] Nicolas:
- Sim, rodamos em círculos, mas conhecemos mais o caminho a cada volta.

[02:29, 6/7/2016] Chu:
- Filosofia se faz com os miges no whatsapp, mané academia.

[02:30, 6/7/2016] Drunga:
- Que profundo esse fechamento.

[02:30, 6/7/2016] Chu:
- Profundidade é nosso nome do meio.

[02:30, 6/7/2016] Drunga:
- Queria deixar vcs com esse texto que eu não li mas é sobre isso (e eu precisava salvar em algum lugar pra ler depois).

[ http://www.uel.br/grupo-estudo/geeep/pages/sintese-das-discussoes/a-metodologia-da-problematizacao-e-suas-etapas.php ]

[02:31, 6/7/2016] Chu:
- Queria recomendar a leitura desse livro que eu não li, mas vocês vão curtir, tá?

[02:31, 6/7/2016] Drunga:
- Gente é metodologia de problematização HUIASHIUHSUIA

[02:31, 6/7/2016] Chu:
- Quero mais desses debates.

[02:33, 6/7/2016] Chalaça:
- Foi muito massa :D

[02:31, 6/7/2016] Chu:
- Só não digo pra fazer agora porque a cabeça tá girando e tenho que terminar o trabalho u.u
Próximo tema: relacionamentos.

[02:33, 6/7/2016] Drunga:
- Isso! e depois legalização de drogas

[02:33, 6/7/2016] Chu:
- Nó! Só assunto suave.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Entre ansiedade e depressão, descobri na música a minha válvula de escape
Como um escapismo mesmo. Ela me tira daquilo que está me matando
Tem coisas que eu sinto que eu não consigo escrever sobre
Queria conseguir descrever o que vejo e o que sinto, mas não dá
Quando estou assim, não consigo organizar as palavras de um jeito que faça sentido
Então queria desenhar, pra poder por essas coisas pra fora
Mas se não consigo escrever, imagine desenhar

Fico com a impressão de que vou me afogar no meio de tantos pensamentos

Muita coisa acontecendo ao meu redor, muitos pensamentos ecoando

Cobranças, deveres, exigências, dúvidas, angústias, medos
Minha cabeça gira e eu fico tonto
Me concentro pra não perder a noção da realidade
Ainda estou sentado, meus pés ainda estão no chão
Luto pra me manter à superfície do que está acontecendo ao meu redor
Não posso deixar submergir, não posso deixar que me esmague
Em momentos como esse eu não sei se o meu corpo treme de frio ou de ansiedade
O que sei dizer disso é que meu corpo dói e eu não tenho ímpeto de fazer nada
Tenho uma lista de coisas a fazer e sei que preciso fazê-las, mas simplesmente não consigo
Não quero dormir, tenho coisas pra fazer
Tenho tantas coisas pra fazer que não consigo me concentrar, sinto sono
Dormir é uma tentativa de parar o tempo

sábado, 2 de julho de 2016

RolêCast #0 (por escrito, olha que loucura)

Um dia eu estava conversando no Whatsapp com a Drunga sobre uma experiência que tive com troca de nudes. Em nossa conversa, tocamos em alguns pontos profundos e bem interessantes sobre nude, um tema que parece superficial, mas na verdade se liga a questões sociais e políticas.
Ela contou dessa conversa que tivemos com o Nicolas, e ele se empolgou querendo debater com a gente sobre. A Drunga criou um grupo no Whatsapp na mesma hora com nós três e mais um quarto amigo, o Chala.
A princípio, a ideia era conversarmos, debatermos juntos como um amadurecimento pessoal. Quando demos o "debate" por encerrado, tendo esgotado os conhecimentos que tínhamos acerca do assunto, eu dei uma revisada no texto e pensei: "isso dá um podcast, fácil". Falei com as pessoas e todos gostaram da ideia. Sendo assim, trago o primeiro podcast escrito da minha vida, QUIÇÁ DA INTERNET(!!)
[Exatamente como acontece com um podcast, essa conversa passou por uma revisão e edição. Seria injusto eu fingir que não. Então não se admirem se algum carimbo de data e hora estiver deslocado da sua posição original; isso foi feito para deixar o texto mais fluido :) ]
Demorou um pouco, mas tá aí :D


----------------------------------------------------------------------------------------------------


[00:30, 12/5/2016] Chu: 
- O que rolou foi: a Drunga disse que não curtia nudes. Aí eu falei um pouco da experiência que eu tive trocando nudes e o que a troca me fez pensar sobre as pessoas e pãns. Então (como eu tinha dito pra ela): trocar nude é uma maneira de trocar intimidade com outra pessoa. Por isso um amigo meu diz que é quase como fazer sexo. Você dá algo pra pessoa e ela te dá algo de volta.

[00:31, 12/5/2016] Nicolas:
- Eu não sabia em toda essa profundidade do papo do nude.

[00:31, 12/5/2016] Chu:
- Acho que quando a gente imagina nude a gente pensa em foto de gente pelada.

[00:31, 12/5/2016] Drunga:
- Ainda não chegou na profundidade, Nicolas.

[00:31, 12/5/2016] Nicolas:
- Trocar Intimidade vulgo trocar... "saliências".

[00:32, 12/5/2016] Chu:
- Que é super impessoal, e a Drunga defendeu esse ponto falando comigo. Tipo, eu posso ver gente pelada, só abrir uma aba aqui do lado e procurar no google. Mas o nude tem uma coisa de xaveco, trocar ideia, conversar. Até que em algum momento as duas pessoas fiquem a vontade e troquem essa intimidade. Por isso parece um sex.

[00:32, 12/5/2016] Drunga:
- Defendi? não lembro...

[00:33, 12/5/2016] Chala:
- Hm

[00:33, 12/5/2016] Chu:
- Aí, também tem a questão política, que a Drunga apontou primeiro, que é que tem muita menina que usa o nude como empoderamento.

[00:33, 12/5/2016] Drunga:
- Ah é, lembrei!

[00:34, 12/5/2016] Chu:
- Não vou falar de empoderamento feminino porque cabe à menina do grupo. Vou só incluir que o empoderamento também se liga à uma relação social do nude/selfie, porque o nude é um tipo de selfie, e a selfie, além de ser um "movimento" tosco de auto afirmação, também pode ser uma ação política, um atestado da própria existência ou do próprio estado naquele momento. Como se ela atestasse: Eu vivi esse momento e estive nesse lugar.

[00:35, 12/5/2016] Drunga:
- Sobre empoderamento: tirar nudes é um jeito das minas se aceitarem, aceitarem seu corpo.

[00:35, 12/5/2016] Nicolas:
- Gente, sério eu amo vocês hahaha

[00:35, 12/5/2016] Chu:
- Foi por aí que eu falei nos áudios. Agora eu acho que falei demais uashuashau Queria ouvir/ler vocês lol

[00:36, 12/5/2016] Nicolas:
- Então, sobre a questão de nude como forma de trocar saliências.

[00:37, 12/5/2016] Chu:
- (se desse, eu ia pedir pra Drunga desenvolver o lance do empoderamento)

[00:37, 12/5/2016] Drunga:
- Saliências não, intimidade.

[00:37, 12/5/2016] Chu:
- Isso. Intimidade, saliências envolve contato físico.

[00:38, 12/5/2016] Nicolas:
- Pera, Drunga desenvolve a fita do empoderamento. Antes de eu falar, porque meio que pode repetir coisa.

[00:39, 12/5/2016] Drunga:
- Calma, vou copiar um texto. É que não to achando hiuahsiua Tá, foda-se o texto. Se empoderar é se libertar das amarras machistas, é se tornar independente dessas coisa assim. E cada mina passa por isso de um jeito. Estudando, escrevendo sobre, tirando foto de si pra se admirar e aceitar seu corpo, pra ver que as diferenças é que são legais. Tá difícil tentar explicar um negocio que pra mim é obvio D:

[00:43, 12/5/2016] Chu:
- Você tá indo bem.

[00:44, 12/5/2016] Nicolas:
- Tá mesmo.

[00:44, 12/5/2016] Drunga:
- Mas não sei como concluir.

[00:44, 12/5/2016] Chu:
- Queria tirar uma dúvida... (acho que vc concluiu, na real .-. )

[00:44, 12/5/2016] Drunga:
- (ai, que bom porque travei aqui)

[00:44, 12/5/2016] Chu:
- Dúvida: empoderamento é exclusivo em questão de gênero? Eu não posso falar de empoderamento negro, por exemplo?

[00:44, 12/5/2016] Chala:
- (entre parênteses eu imagino a gente falando baixinho)

[00:45, 12/5/2016] Chu:
- (sussurros)

[00:45, 12/5/2016] Drunga:
- Pode.

[00:45, 12/5/2016] Chu:
- Beleza :D Dúvida sanada auhsuahs

[00:45, 12/5/2016] Drunga:
- Mas não pode falar tipo "empoderamento pobre", ta ligado? hsiuahiua

[00:45, 12/5/2016] Chu:
- Por que? D:

[00:45, 12/5/2016] Drunga:
- Empoderamento LGBT pode também. Ou não, acho que não.

[00:46, 12/5/2016] Chu:
- Os que não, pq não?

[00:46, 12/5/2016] Drunga:
- Porque ai envolve outra política.

[00:46, 12/5/2016] Chu:
- Não vou insistir pra não acabar num off topic gigante, mas podemos debater isso também num futuro próximo auhsauhs Voltando aos nudes, Drunga, quer acrescentar algo mais?

[00:47, 12/5/2016] Drunga:
- "Empoderamento ou empowerment, em inglês, significa uma ação coletiva desenvolvida pelos indivíduos quando participam de espaços privilegiados de decisões, de consciência social dos direitos sociais. O empoderamento possibilita a aquisição da emancipação individual e também da consciência coletiva necessária para a superação da dependência social e dominação política. O empoderamento devolve poder e dignidade a quem desejar o estatuto de cidadania, e principalmente a liberdade de decidir e controlar seu próprio destino com responsabilidade e respeito ao outro."

[00:48, 12/5/2016] Chu:
- Ok, bem completo :T Mas fica para a próxima discussão ;D auhsaushau

[00:48, 12/5/2016] Drunga:
- Dicionário :v hiuahsiua

[00:48, 12/5/2016] Chu:
- uahsuahasuhas Algo mais?

[00:49, 12/5/2016] Drunga:
- Sobre empoderamento não. Quero ouvir as opiniões do Chala e do Nicolas sobre nudes.

[00:50, 12/5/2016] Chu:
- Nudes, sim, por favor. Mais opiniões.

[00:50, 12/5/2016] Nicolas:
- Isso pode demorar.

[00:50, 12/5/2016] Chu:
- Vai escrevendo. Eu to procrastinando trabalho mesmo.

[00:50, 12/5/2016] Nicolas:
- Sobre o que falei pra Drunga, já...

[00:50, 12/5/2016] Drunga:
- Fala de novo, jovem haishuia

[00:51, 12/5/2016] Nicolas:
- Como ela tinha me dado detalhes como o Cauê, e perguntou de forma mais pessoal. Eu respondi como eu penso em relação ao assunto.

[00:51, 12/5/2016] Chu:
- [~~o Cauê~~]

[00:52, 12/5/2016] Drunga:
- [~~o Cauê~~], Fiquei um tempinho aqui, ''quem é Cauê...?''

[00:52, 12/5/2016] Nicolas:
- Como eu penso em relação a mim no ato. Eu não mando nudes por motivos de não gostar do meu corpo pra me sentir apto a isso, porém não ligo de receber, mas não é algo que me excita sexualmente no momento, mas acho legal o fato da pessoa confiar em mim a esse ponto e demonstrar afeto e interesse em relações mais íntimas.

 [00:56, 12/5/2016] Chu:
- Algo mais Nicolas?

[00:57, 12/5/2016] Nicolas:
Me perdi no assunto, se tentar retornar vou me embananar.

[00:57, 12/5/2016] Chala:
- Por enquanto eu assino embaixo no comentário do Nicolas haha

[00:57, 12/5/2016] Nicolas:
- Ahh, sim, voltando: Porém em relação de pessoas, assim terceiros mandando nudes entre si, eu aceito o fato de acharem isso um ato sexual, aceito não é a palavra certa, mas acho que dá pra entender. E também o fato que isso pode ser pra eles também um ato de empoderamento, e acho isso bacana [Fim]

[01:01, 12/5/2016] Chu:
- Hum, entendi o "aceito" uashuas Chala? Ou Nicolas, se quiser falar algo mais...

 [01:03, 12/5/2016] Nicolas: Poderia usar:
- Respeito/sou de boa [para o aceito]

[01:07, 12/5/2016] Chala:
- Acho uma parada super válida, mais um meio pra trocar intimidades e conhecer pessoas... minha única experiência de receber um nude foi ok, mas nada assim super "meu deus, amo isso, quero sempre", e se serve como um meio pra que a aceitação do próprio corpo ocorra, o que acho também absolutamente verídico, melhor ainda!

[01:07, 12/5/2016] Chu:
- Hum, tem isso também.

[01:07, 12/5/2016] Nicolas:
- Eu estou na mesma que o Chala.

[01:08, 12/5/2016] Chu:
- Eu troquei nudes, né, e foi tipo "beleza, legal", que na real é um pouco o feeling de transar casualmente. Quando fiquei com a crush x (que não pode ser nomeada,  doravante chamada Voldemort) foi bem gostoso, mas ao mesmo tempo tinha um gostinho de "ah, coisas que acontecem".

[01:08, 12/5/2016] Drunga:
- Eu sou completamente indiferente sobre receber nudes. Vou ver como uma foto qualquer e fim.

[01:09, 12/5/2016] Chu:
Drunga, isso pode ter a ver com a maneira como você se relaciona com o objeto foto, entende?

[01:09, 12/5/2016] Drunga:
- Sim...  mas, meu, é uma foto (vou generalizar falando só de nude feminino pq nude masculino é bem bosta).

[01:10, 12/5/2016] Chu:
- Mas é um corpo :T entende?  Tipo,  vamos supor: eu to andando na rua e uma mina aparece do nada sem camisa nem sutiã--

[01:10, 12/5/2016] Nicolas:
- A Drunga é bem fria hahaha

[01:10, 12/5/2016] Drunga:
- Mas é uma foto. Porque erotizar peitos e bunda?

[01:11, 12/5/2016] Nicolas:
- A palavra erotizar é bem difícil de ser interpretada ai...

[01:12, 12/5/2016] Chu:
- Sim.

[01:12, 12/5/2016] Nicolas:
- Sim, Chu. O que é erotizar em si? Se erotizar é algo que excita--

[01:12, 12/5/2016] Chu:
- Pera, posso defender meu ponto uahsuash

[01:13, 12/5/2016] Drunga:
- Não é frieza, gente. Eu só não vejo como ''oh, meu deus, peitos'' porque são só peitos. Todo mundo tem. Alguns são maiores que outros. Fim. Deal with it.

[01:14, 12/5/2016] Chu:
- Me dá um minuto pra pegar duas imagens.
http://www.tribunauniao.com.br/news/seios.jpg
http://msalx.veja.abril.com.br/2014/08/08/2250/pe6Cx/seio620-original.jpeg?1402459138
- Ó, olhem as duas imagens. A primeira é uma foto "descritiva" de seios (descritiva entre aspas porque eu não sei se essa categorização existe como eu to usando aqui). Enfim, a primeira foto mostra seios. "Seios, foda-se". A segunda não mostra seios, e ela pode ser entendida como sensual por causa de: posição dos braços (uma mão que cobre o mamilo, instigando o observador a querer ver mais), um certo ar de mistério, num corpo que está de costas quando o objeto de interesse está na frente...

[01:19, 12/5/2016] Chala:
- (estamos prestes a entrar numa questão difícil)

[01:19, 12/5/2016] Drunga:
- (estamos prestes a entrar numa questão BEM dificil)

[01:19, 12/5/2016] Chu:
- Então, calma, deixa eu terminar. Isso é leitura corporal.

[01:20, 12/5/2016] Chala:
- (sim, foi só um adendo)

[01:20, 12/5/2016] Chu:
- Não to dizendo que ela vem do nada, só to dizendo que é leitura corporal. Diz-se que só pode apreender a arte quem sabe olhar a arte. Em suma, quem sabe ler o objeto de arte.
A Drunga é fria? Não. Eu diria que ela é "insensível" à leitura da imagem do corpo. Insensível no sentido puro, de não se sensibilizar.

[01:21, 12/5/2016] Nicolas:
- Concordo, Chu.

[01:22, 12/5/2016] Chala:
- (acredito que ela dirá o porque)

[01:22, 12/5/2016] Chu:
- De onde vem a tendência de erotizar seios e bunda? Eu arrisco dizer que vem da origem selvagem do ser humano, e apenas isso. Porque eu não acho que o problema seja erotizar seios e bunda.

[01:23, 12/5/2016] Drunga:
- Ai, gente, naturalismo é lindo, aceitem que corpos são só corpos e vocês serão muito mais livres e felizes.

[01:23, 12/5/2016] Chu:
- Eu acho que o problema é que seios e bunda são erotizados a todo momento, em todo lugar, sem haver nenhuma necessidade disso. Mas, Drunga, corpos são só corpos, de fato. Só que expressam uma linguagem.

[01:23, 12/5/2016] Nicolas:
- Assim, erotizar é o ato de "sentir-se erotizado/sentir tesão", ou erotizar é você impor sua erotização do corpo do terceiro?

[01:24, 12/5/2016] Chu:
- Eu diria que os dois, Nicolas. Pera, deixei meu ponto claro? Sobre erotização...

[01:24, 12/5/2016] Nicolas:
- Por isso é meio difícil usar essa palavra.

[01:25, 12/5/2016] Chu:
- Eu tenho um exemplo se quiserem

[01:25, 12/5/2016] Chala:
- Exato, corpos são o que são, mas atribuímos a eles um significado... Como quando assumimos que pisar na foto de alguém é apenas pisar num papel, mas representa algo mais.

[01:25, 12/5/2016] Drunga:
- Exatamente, Chala.

[01:25, 12/5/2016] Chu:
- Eu acho que esse exemplo do Chala não funfou :S

[01:26, 12/5/2016] Nicolas:
Mas eu me sinto excitado com peitos e bundas, em situações adequadas, mas não erotizo qualquer peito e bunda.

[01:26, 12/5/2016] Drunga:
- Funcionou perfeitamente, Chu.

[01:26, 12/5/2016] Chu:
- Ou talvez tenha funfado...

[01:26, 12/5/2016] Chala:
- Foi pra exemplificar nossa capacidade simbólica.

[01:26, 12/5/2016] Chu:
- Uhum.

[01:26, 12/5/2016] Nicolas:
- Acho que o Chala explicou bem.

[01:26, 12/5/2016] Chu:
- Mas eu me sinto excitado com peitos e bundas, em situações adequadas, mas não erotizo qualquer peito e bunda. Como o Nicolas disse.

[01:27, 12/5/2016] Drunga:
- Então, mas concorda que peitos e bundas são hiper sexualizados?

[01:27, 12/5/2016] Chu:
- Ah, sim, com certeza.

[01:27, 12/5/2016] Chala:
- Eu não acho que essas partes do corpo nos excitem por motivos puramente naturais.

[01:27, 12/5/2016] Drunga:
- Eu já nem lembro como a gente chegou aqui pra eu concluir.

[01:28, 12/5/2016] Nicolas:
- Mas pra mim a excitação por isso vem mais do sentido sentimental do que do físico/natural, enfim. Ixe, disse o mesmo que o Chala...

[01:28, 12/5/2016] Drunga:
http://www.lado-m.com/a-erotizacao-dos-seios/

[01:28, 12/5/2016] Chu:
- Antes de pedir pro Nicolas desenvolver, posso dar meu exemplo, acho que ele esclarece algo .-.

[01:29, 12/5/2016] Chala:
- Diga lá. (abrindo texto da Drunga)

[01:29, 12/5/2016] Chu:
- Meu exemplo, de jeito rápido: (eu to defendendo a erotização, mas não concordo com hiper erotização, inclusive, acho ridículo.)

[01:30, 12/5/2016] Drunga:
- CALMA: "Para se dissociar do peito materno (mole e caído), o peito feminino é ressexualizado e erotizado (duro e firme). Além de sexualizado, ele é também mercantilizado, através de processos como as redefinições de tamanho, desenho e forma. A erotização dos seios femininos tem lugar para apenas um tipo de seio.
Ele deixa então de representar a fonte da vida para representar a fonte de prazer, cabendo à mulher o papel de simples servidora. Primeiro, ela serve ao filho. Depois, ao homem."

[01:30, 12/5/2016] Chu:
- Sim, Drunga, precisamente... Hm, queria perguntar, Drunga. Você não gosta de erotização de nenhum tipo?

[01:32, 12/5/2016] Drunga:
- "Para reverter a erotização dos seios é necessária a renaturalização do corpo feminino e a sua dissociação do pecado. É preciso devolver o corpo da mulher para ela. É preciso entender que ele não é objeto para a satisfação sexual masculina." <3 font="">
Sei lá, Chu, acho que nunca parei pra pensar nisso.

[01:33, 12/5/2016] Chu:
- Posso dar meu ponto, então?  meu exemplo, no caso uahsuash Eu fiz uma matéria na faculdade: Desenho de Figura Humana. a gente desenhava pessoas, que estavam ali ao vivo, nuas, normalmente alunos do teatro e: suave. porque o corpo é um corpo.

[01:33, 12/5/2016] Nicolas:
- Que maneiro. Eu acho que me sentiria envergonhado.

[01:34, 12/5/2016] Chu:
- Um dia, foi uma menina pra posar, e numa pose x lá, do ângulo que eu estava-- Calma, travei, me dá uns segundos...

[01:34, 12/5/2016] Drunga:
- Nossa deve ser muito legal isso de posar pra desenho :o

[01:35, 12/5/2016] Chu:
- Sim, eu me ofereci, mas nunca me chamaram :( Então, do ângulo que eu estava, eu teria condições de fazer um desenho sensual dela, ou fazer uma foto se fosse o caso. Porque a leitura do corpo dela permitia essa possibilidade. porém--

[01:36, 12/5/2016] Nicolas:
- Eu entendo que corpo é corpo, e aceito, mas nudez costuma me envergonhar, mas acho que é algo mais que como não aceito meu corpo, me sinto """""oprimido""""""

[01:36, 12/5/2016] Chu:
- Desconstrói isso ficando pelado,  fácil. Então, a leitura do corpo dela permitia essa interpretação "erótica", que eu ignorei óbvio, porque eu estava em aula e muito distante de uma situação erótica. Se estivéssemos eu e ela, trocando olhares, conversas, xavecos, num quarto e pã, seria erótico.
Erótico não é só uma questão da imagem pura e simples. como na primeira foto que eu coloquei aqui, que não tem nada de erótica. Agora, aquela primeira foto, tem um monte de omi babão sem noção nenhuma de respeito e nem de que uma mulher é uma pessoa, erotizando ela. Sou contra essa erotização forçada que impõem à mulher, não contra o erótico em si. O erótico existe, faz parte da linguagem do nosso corpo, o que não pode, é forçar ele pra fora dessa naturalidade.

[01:39, 12/5/2016] Nicolas: 
- "Erótico não é só uma questão da imagem pura e simples." Concordo com o Chu. Repressão pira que rola sobre corpo da mulher é algo que não entra na minha cabeça.

[01:45, 12/5/2016] Chala:
- Concordo, o erótico é um expressão dessa nossa capacidade simbólica e, num contexto específico, um gesto ou uma parte do corpo pode suscitar ideias excitantes... mas o contexto é mutável, pode ser algo bacana e gostoso, mas também nocivo.

[01:41, 12/5/2016] Chu:
- "É preciso entender que ele não é objeto para a satisfação sexual masculina." Não é, mas pode ser usado como, se a dona dos seios em questão quiser :)

[01:41, 12/5/2016] Drunga:
- Ou o dono!** (ai gente que conversa amorzinho <3 span="">

[01:41, 12/5/2016] Chu:
- "Repressão pira que rola sobre corpo da mulher é algo que não entra na minha cabeça." Totalmente! Você são uns lindos. Vou ficar salvando as conversas daqui aushaush "Ou o dono" bem lembrado!

[01:43, 12/5/2016] Nicolas:
- Ou o dono, sim. Essas questões sobre trans e identidade de gênero ainda me confundem muito, se eu disse merda por favor me corrijam.

[01:44, 12/5/2016] Drunga:
- Corrijo, nicolas (:

[01:44, 12/5/2016] Chu:
- Acho que não falou nada, não :T pelo menos não ainda uahsuahs

[01:45, 12/5/2016] Nicolas:
- Eu não sabia que traveco era subjetivo cara, pra tu ter uma noção.

[01:45, 12/5/2016] Drunga:
- Pejorativo, ele quis dizer!

[01:46, 12/5/2016] Nicolas:
- SIM! Nossa viajei aqui hahaha

[01:46, 12/5/2016] Chu:
- auhaus

[01:47, 12/5/2016] Chu:
- Eu acho que a gente conseguiu debater o assunto .-. Tipo, eu não conseguiria ir a partir daqui. Vocês tem noção, que a gente fez um podcast escrito?

[01:49, 12/5/2016] Drunga:
- NOOOOOOOOOOOSSA!

[01:49, 12/5/2016] Chu:
- Inclusive, acho que devíamos fazer mais uashuashasu

[01:49, 12/5/2016] Nicolas:
- A gente devia fazer um. Quem quiser discutir outro tópico coloca de nome do grupo, aí todo mundo já sabe o que se trata.

[01:50, 12/5/2016] Chala:
- Boa ideia!

[01:50, 12/5/2016] Chu:
- Pootz, eu queria salvar a conversa,  mas não vai rolar. vou ter que selecionar ela toda e copiar uahsuahsusa

[01:51, 12/5/2016] Nicolas:
- Por que?

[01:51, 12/5/2016] Chu:
- Vou postar no meu blog uahsuash

Café (o MEU café)

"Bom, o blog é meu. Se eu já postei miojo aqui, postar chá não parece tão absurdo até"
- Eu mesmo em 9 de Dezembro de 2014.

É com essa que eu começo a receita de hoje uahsuashuas


Bom, você precisa de:

  • café solúvel
  • açúcar
  • água
Preparo:
Ferva a água.
Enquanto ela ferve, coloque 2 1/2 colheres de sobremesa de café solúvel numa caneca.
Sim, uma caneca. Uma FUCKING CANECA.
Ainda enquanto a água ferve, adicione cinco colheres de açúcar consideravelmente cheias (use a mesma colher pra economizar na louça suja).
Quando a água ferver, adicione-a na caneca e misture bem, mas cuidado para não derramar.
Aguarde meia hora para que o café esfrie, isso realça o sabor.
Agora que o seu café parece um café de sala de espera de consultório médico, ele está pronto. Aproveite ;D

É sério, eu bebo isso :T

terça-feira, 21 de junho de 2016

Oi (97)

Olá, pessoas.
Eu venho escrevendo "bastante" no blog esses tempos e mesmo assim não to escrevendo tanto quanto eu gostaria. Tenho essa sensação constante de que tenho coisas demais pra dizer e acabo não dizendo porque não consigo organizar os pensamentos. Por exemplo, acabei de excluir um rascunho de um texto que comecei e não terminei, nem nunca iria terminar. sou daqueles que quando é pra dizer, fala logo. Esse negócio de deixar pra depois não funciona pra mim.
Ansiedade pura e simples...

Bom, já que não to organizando os pensamentos do jeito que queria, vou contextualizar o que está passando na minha vida.

Semana passada, em algum dia, não lembro qual, fez quatro anos da minha primeira tatuagem. Acho interessante que esse detalhe tenha passado pelo meu feed do facebook, porque eu não lembraria espontaneamente e porque o momento que estou passando condiz com o significado que a tatuagem tem pra mim.
Se você não sabe, tatuei HERO nos dedos quase como um impulso de me lembrar das minhas responsabilidades, lembrar as coisas que estipulei pra mim e o fato de que eu sou responsável pelo que faço. Uma vibe meio Tio Ben e Peter Parker ("com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades"). O Homem-Aranha é um super-herói marcante na minha vida, me identifico e tal.

Segunda coisa que queria contextualizar é um achieviment que consegui dois dias atrás.
Fui num show do Racionais MC's.
Meu primeiro show de rap e logo dos caras que me introduziram no rap. E isso é muito importante pra mim porque antes de entrar no universo core, eu me identificava com o rap. O rap foi o primeiro estilo musical que defini como parte da minha identidade (lá pelos 15 anos) e só depois de 4 ou 5 anos foi que comecei a me identificar com o post hardcore e eventualmente com o core em si.
Devo muito do meu eu ao rap, é um gênero que eu não abandono, apesar de não adicionar novas músicas à minha "playlist", mas carrego sempre comigo e muitas vezes é o gênero que consegue me acalmar quando estou muito mal.
Background à parte, foi uma emoção única cantar clássicos do Racionais junto com os caras, ali, bem na minha frente. Experiência única, sem comparação com nada que eu já tenha vivido. Foi incrível, pra mim, descobrir que sei as letras de Nego Drama e Vida Loka parte I completas, ter gritado cantado A Vida É Desafio (que é quase um hino pra mim) acompanhado de tantas vozes, curtindo aquela energia. BAH! Foi demais.
Paguei meia entrada, mas se tivesse podido pagar a inteira, teria pago sem dó.

Por hoje era só isso. Queria por essas palavras pra fora antes que acabasse sufocando isso dentro do meu peito.
Agora vou ali cuidar de outras coisas genéricas, me desejem sorte

terça-feira, 14 de junho de 2016

Diga - Visconde // Diga (parte 2) - Fresno ♪


Ontem eu sonhei com você
Eu só te liguei porque eu precisava ouvir
Aquelas coisas que eram tão normais
Que a gente já nem falava mais
Eu queria tanto te ouvir dizer agora

Então diga que não vai sair da minha vida
Diga que não passa de mentira
Quando dizem que o amor morreu

Então diga que o tempo fecha todas as feridas
E que pra nós existe uma saída
Que nem por um segundo me esqueceu

E hoje acordei sem você
E eu só percebi quando eu senti falta de mim
Pois existem coisas que eu queria mais
(Pois existem coisas que eu queria mais)
(Aaaaah...)
E tantas coisas pra deixar pra trás
(aaaaah...)
Eu queria tanto te ouvir dizer agora
(Eu queria tanto te ouvir dizer agora)
(... aaah)

Então diga que não vai sair da minha vida
Diga que não passa de mentira
Quando dizem que o amor morreu

Então diga que o tempo fecha todas as feridas
E que pra nós existe uma saída
Que nem por um segundo me esqueceu...

Então diga que não vai sair da minha vida
(Então diga...)
Diga que não passa de mentira
Quando dizem que o amor morreu
(Aaaah...)

Então diga que o tempo fecha todas as feridas
(Então diga...)
E que pra nós existe uma saída
(E que pra nós existe uma saída)
Que nem por um segundo me esqueceu

Diga...

Diga...

Aaaah...

Então diga...

Tira a maquiagem pra que eu possa ver
Aquilo que você se esforça pra esconder
Agora somos só nós dois, já podes parar de fingir

Mas cala essa boca e me diz com o olhar
Quem era você até me encontrar?
Se agora és diferente,
O que eu fiz que te fez mudar?

Eu lembro dos lábios tremendo ao dizer
Eu não vivo sem você

Então diga que não vai sair da minha vida
Diga que não passa de mentira
Quando dizem que o amor morreu

Tira essa roupa pra que eu possa ver
Que não há uma arma tentando se esconder
O mal vive num lar perfeito e sem infiltração

E tira o cabelo da cara e me diz
Se por um segundo quiseste me ver feliz
Ou se és o meu destino tentando me dar outra lição

Eu lembro de cerrar os punhos pra dizer
Eu não amo mais você

Me diga que não volta mais pra minha vida
E que a nossa estrada é bipartida
Esqueça o dia em que me conheceu

Então diga que nem todo o dinheiro dessa vida
Não vai comprar de volta a acolhida
No peito de quem já foi todo seu

A casa é minha, mas pode ficar
Eu volto amanhã e não quero mais te enxergar
Faça suas malas e nunca mais volte aqui

E eu juro pela vida da mãe e do pai
(E eu juro pela vida da mãe e do pai)
Ciente do peso da expressão "nunca mais"
(Ciente do peso da expressão "nunca mais")
Volte a oferecer teu corpo a quem preferir

Viver ao lado de quem não tem nada pra dizer
Confesse pra mim de uma vez
(Aaaaah...)
(... AAAH...)

Mas diga que nunca foi feliz nessa tua vida
(Mas diga...)
(... aaah...)
Teu texto, teu sorriso de mentira
(... aaah...)
Pode enganar a todos, não a mim
(aaaaah...)
(... CHEGOU O NOSSO FIM)
(... a todos, não a mim)

Então diga que essa mão que acena na partida
(Aaaah...)
Por tantos IDIOTAS pretendida
É a mesma que decreta o nosso fim... yeah
(Aaaaaah...)

Assisto aos teus passos, como a um balé
Quem vais usurpar, agora que ninguém te quer?
A verdade demora, mas chega sempre sem avisar

E o grito contido no teu travesseiro
Ecoa nos lares do mundo inteiro
Não tira esse rímel, pois hoje eu quero vê-lo borrar
Uns dias atrás eu estava muito triste com alguma coisa e queria ouvir música pra tentar me acalmar. Fiquei rodando as minhas músicas por alguns minutos sem escolher nada, porque simplesmente não sentia que as músicas que eu tinha na biblioteca conseguiam dar conta do que eu estava sentindo.
Eu não queria escolher alguma outra música que tivesse. Não queria estragar o que sentia por aquelas músicas com um outro sentimento que não correspondia a elas. Ao mesmo tempo, meu coração e minha mente pulsavam como um pedal duplo, tão rápido que parecia um zumbido, seria difícil escutar uma música que não estivesse no tempo que minhas emoções impunham.
Decidi não escutar nada e tentar me acalmar focando no som que eu mesmo estava produzindo na minha cabeça. Um pedal duplo, contínuo, muito rápido.
Quando os nervos se acalmaram um pouco, percebi que nesse tempo de silêncio, quebrado por um som que só existia na minha cabeça, me senti mudo. Foi um breve momento no qual eu não conseguiria expressar nenhum som vocal, e talvez nem mesmo conseguisse produzir um som a partir de uma ação (um batuque na mesa, por exemplo).
Foi um momento em que o único som que eu estava capaz de ouvir seria algum som no tempo e no tom do som que já estava ecoando na minha mente. Como uma surdez seletiva. Não é que meu corpo não ouvisse os sons externos, meu corpo estava indiferente a eles.

sábado, 11 de junho de 2016

Oi (96)

Eu acabei de dar um oi e já vou dar outro.
Só pra deixar registradas aqui no blog algumas coisas que tenho vivido.
Vou começar pela mais doída: Abortei meu TCC.
Eu ia defender a qualificação dele já no final desse mês, pra poder me formar no fim do ano.
Bom, me atrapalhei com algumas responsabilidades, tive dificuldades emocionais e, além da ansiedade, passei por um pouco de depressão.
Eu, que já não sou uma pessoa com ~~muita~~ vontade de viver, me vi numa situação onde realmente não me importava mais em continuar respirando.
[Talvez eu tenha me expressado mal; eu TENHO vontade de viver. O meu problema com o viver é que faço parte de uma sociedade que considero atrasada, não tenho perspectivas de ver as coisas melhorarem e me sinto incapaz de fazer as coisas melhorarem. Pra ser adulto nessas condições, admito que não faço muita questão]
Diante desse embolotado de emoções, eu decidi que era melhor deixar passar essa responsabilidade. Por hora.
A segunda coisa que queria contextualizar é que estou frustrado com a situação política (do país e) da UFPel...
Recentemente nossas eleições para DCE foram fraudadas, e consequentemente, canceladas. Aparentemente a chapa da extrema esquerda ia ganhar, e aí a chapa da situação tentou uma manobra para fraudar a contagem de votos. Descobriram no ato da apuração e com isso nós ficamos sem DCE.
Agora, umas duas horas atrás, foi feita a apuração dos votos para a reitoria e vão pro segundo turno a chapa da situação, que começou a fazer esforços estruturais no último ano, claramente para chamar atenção para o seu mandato, e uma chapa com uma frente liberal maluca que até parece fantasiosa, prometendo investimentos incabíveis pra uma economia enfraquecida como a que vivemos.
só queria contextualizar isso, mesmo. E como eu disse uns textos aí pra baixo: Não vou me importar de deixar esse texto sem uma conclusão.
Nunca mais publiquei receitas no blog, me pergunto se a razão é que não acho minhas receitas interessantes ou se elas falam mais sobre as minhas emoções do que eu gostaria de expor aos outros.
Houve um tempo em que eu tentava concluir tudo que eu escrevia, porque acreditava que algo não deveria ser publicado sem um término. Bom, eu cresci e percebi que, na vida, as coisas não terminam. Tudo se emenda continuamente, uma coisa na outra, independentemente se se relacionam ou não.
Quando me dei conta desse fato, comecei a publicar pensamentos soltos, pouco me importando se eu havia concluído eles ou não.
Passei a me apaixonar por pensamentos soltos, e atualmente, eles são o motivo maior da minha pesquisa em Artes Visuais.