domingo, 29 de março de 2026

Oi (159)

então né, sei lá
só pareceu oportuno
aí eu sentei pra escrever sem realmente saber o quê
acho que senti um chamado (o que é bem comum)
aí atendi de pronto

então, oi!
*sorrio enquanto escondo minhas contradições*

quinta-feira, 12 de março de 2026

Oi (158)

oi, pois é...
o mundo dá voltas, não posso mais parar
que saco!
a vontade é dizer que tudo me abala, mas isso é meio que mentira
algumas coisas me abalam
mas abalam muito e eu fico desnorteada sem saber por onde seguir, como seguir e em quem confiar
na verdade, nem sei se cogito confiar. minha primeira resposta é me fechar em busca de silêncio
aí não tenho certeza se to me fechando direito. entre trabalho, faculdades, banda parece que não dá tempo de efetivamente fazer silêncio
é muito barulho pra dar conta, e eu nem to tentando saber de tudo do mundo mais
a guerra, a crise, o fim já é só ruído no estresse dos dias
porque, como disse, entre trabalho, faculdades e banda, não dá tempo de fazer silêncio nem de acrescentar mais barulho
não sei se eu era mais hábil em lidar com toneladas de informação ou só tinha mais tempo livre
provavelmente a segunda
talvez também, as demandas que haviam antes não fossem tão demandantes
as coisas tem mais peso, pra mim, depois dos 30
as escolhas, as vontades, os compromissos
ao mesmo tempo eu abomino tudo isso e quero abolir a existência humana
aquela vontade de ser bicho nunca passa completamente
soa como paz, no meio de tanta humanidade
humanidade... termo que se costuma associar às coisas belas e morais de ser humana, mas que também denomina a coletividade dos seres vivos da espécie Homo sapiens sapiens
macaquinhos da savana brincando de imortalidade

tá vendo? o mundo não tem nada a ver com as minhas dores, mas elas sempre me guiam de volta ao fato de que sou (apesar de não ter consentido) humana
se morresse teria paz, porque bicho não dá mais pra ser

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Submersa - Pitty ♪



Me perdi por aqui
Em alguma esquina desse apartamento
Pedaços de mim pelos cômodos
Eu não sei voltar
Eu não sei voltar 

Pra onde foi já não sei
Procurei em cada canto
Dessa mente e coração
Ocupado, travado, cheio
De amor e dúvida
As datas passam por mim
Sei lá que dia sou

Fragmentos incompreensíveis
De um ritual
Que não escolhi
Que não aprendi

Mas eu vou sair de casa
Já peguei no cabideiro do hall da sala
Um chapéu, o guarda-chuva e o sorriso
Pode tudo vir, que eu estou preparada

Karma, castigo, acaso ou destino
A porta invade e
Tira tudo do lugar
Tudo o que estava decidido
Tudo o que foi planejado
Jogado pra cima numa lufada de ar

Fragmentos incompreensíveis de um ritual
Que não escolhi
Que não aprendi
Mas eu vou sair de casa
Já peguei no cabideiro do hall da sala
Um chapéu, o guarda-chuva e o sorriso
Pode tudo vir, que eu estou preparada
E eu digo pra ela e pra mim

Sai daí
Desse lugar
Não se deixe ficar
Submersa assim

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

sempre tempo demais
e ao mesmo tempo
sempre é momento
entre um "oi" e um "tchau"

um pensamento fica suspenso
meio sem fim ou começo
segue sempre em frente e
já se perdeu no incompreensível

roda moinho, roda gigante
apenas mais um instante
mas ao mesmo tempo
sempre tempo demais